Empresários do setor de serviços estão otimistas com retomada econômica nos próximos três meses Os empresários do setor de serviços continuam otimistas com a retomada econômica e o crescimento dos negócios nos próximos três meses, segundo pesquisa feita pelo Instituto Fecomércio de Pesquisas e Análises (IFec RJ). Na sondagem, feita entre os dias 02 e 06 de maio, 82% dos entrevistados esperam que a situação melhore ou melhore muito, índice superior à pesquisa anterior que registrou 79,5%. No novo levantamento, apenas 13,3% acreditam que a situação permaneça igual, enquanto 4,7% esperam que a situação dos seus negócios piore ou piore muito.

A pesquisa mostra ainda que para 31,4% dos entrevistados o panorama de seus negócios melhorou ou melhorou muito nos últimos três meses. O resultado da última sondagem apontou um índice de 28,3%. Para 31,6%, a situação piorou ou piorou muito. Disseram que permaneceu igual, 37%.

Sobre os principais fatores que limitam os seus negócios, a pesquisa mostra que 45,2% dos empresários apontam a demanda insuficiente, seguida das restrições financeiras (45%). A falta de mão de obra aparece com o terceiro limitador dos negócios, com 13,5%, enquanto a falta de espaço e/ou equipamentos figura aparece com 12,3%.

Demanda por bens e serviços

38,5% disseram que a demanda diminuiu ou diminuiu muito pelos bens e serviços de suas empresas nos últimos três meses. Sobre a demanda nos próximos três meses, 66,9% esperam que aumente ou aumente muito, praticamente o mesmo índice (66%) da última pesquisa no mês de abril. Apenas 8,1% acham que a demanda diminuirá ou diminuirá muito nos próximos três meses, enquanto 25% dos consultados acham que se estabilizará.

Empregos

Sobre o quadro de funcionários nos últimos três meses, a pesquisa do IFec RJ revela que 12,8% afirmam que diminuiu muito e 19% que diminuiu. Para apenas 9,2% dos entrevistados houve algum tipo de aumento das contratações nos três meses passados.

Estoques

Em relação ao abastecimento dos estoques nos últimos três meses, 54,1% disseram que ficou igual ao planejado, enquanto 39,8% afirmaram que ficou abaixo do planejamento feito. Apenas 6,1% relataram que seus estoques ficaram acima do planejado.

Inadimplência

O índice de empresas que não ficaram inadimplentes nos últimos três meses caiu em relação à pesquisa anterior. Em abril, esse número chegou a 51,4%. Agora em maio, ficou em 48,9%. As inadimplentes ou muito inadimplentes ficaram em 29,2%. Das empresas que tiveram dívidas, os cinco principais gastos estão associados a fornecedores (31,1%), aluguel (29%), bancos comerciais e luz (28,3%) e tributos federais (25,4%).