Deputados trabalham para derrubar projeto de incentivo cultural LGBTI A discussão do projeto de lei para criação de um programa de incentivo cultural do orgulho LGBTI e de inclusão social no Rio, de autoria da deputada Renata Souza (PSol), esquentou o clima no fim da tarde dessa quinta-feira (12), no plenário da Alerj.

Diversos parlamentares da direita pediram para se manifestar sobre o tema, mas Rodrigo Amorim (PL), especialmente, tirou Renata do sério. O parlamentar argumentou contra o projeto dizendo que havia a intenção de servir à “sexualização precoce” das crianças e adolescentes. Nesse momento, a psolista interviu e pediu para que os deputados “calassem a boca” para falar do projeto.

Amorim também acusou a deputada de “incentivar a homossexualidade” — e fez questão de se posicionar “com orgulho hétero”.

Para evitar que a pauta fosse apreciada, várias parlamentares obstruíram a votação. Apenas 15 pessoas participaram e, por falta de quórum, a votação da matéria acabou adiada e retornará ao plenário.

O deputado Fábio Silva usou suas redes sociais para também manifestar sua oposição ao Projeto de Lei 2801/20.

“O projeto quer usar o maquinário público para propagar a cultura LGBT. Usar as secretarias de Saúde, de Cultura e até de Educação para propagar a cultura LGBT. Eu não tenho nada contra os homossexuais, apesar de, como cristão, não concordar com a prática. Mas eles querem superpoderes. Estou aqui no plenário e vou trabalhar para que esse projeto possa cair, em nome de Jesus”, disse Fábio Silva.