Diretor-geral da OMS defende liberação do aborto A descriminalização do aborto tem sido uma pauta defendida por progressistas e partidos de esquerda, mas duramente criticada por cristãos em todo o mundo. No entanto, agora os fetos inocentes não contam mais com o apoio da Organização Mundial da Saúde (OMS).

O diretor-geral OMS lançou hoje (04) um apelo a favor do direito ao aborto, questionado nos Estados Unidos (EUA) por um projeto de acórdão do Supremo Tribunal.

"Restringir o acesso ao aborto não reduz o número de procedimentos. A restrição leva mulheres e jovens a recorrerem a procedimentos perigosos", declarou Tedros Adhanom Ghebreyesus em mensagem no Twitter, sem mencionar diretamente os EUA.

"O acesso a um aborto seguro pode salvar vidas", acrescentou ele, sem considerar que um feto também é vida.

Tedros Adhanom defendeu que "as mulheres devem sempre ter o direito de escolha quando se trata dos seus corpos e da sua saúde".
Apesar da pressão de grupos progressistas, a prática de interrupção da gravidez é considerada crime no Brasil, e liberada apenas em casos específicos, como o estupro.
A OMS divulgou novas diretrizes sobre cuidados com o aborto, no início de março, com o objetivo de proteger a saúde de mulheres e dos jovens e ajudar a prevenir os mais de 25 milhões de procedimentos inseguros que ocorrem atualmente, todos os anos, no mundo.
As diretrizes reúnem mais de 50 recomendações relacionadas à prática clínica, prestação de serviços de saúde e a intervenções legais e políticas para apoiar a assistência ao aborto com qualidade. Nenhuma delas contém ações que garantam a vida daqueles que ainda não têm direito de escolha.