Dia Mundial de Combate à Asma: médico alerta para a importância do cuidado contínuo O Dia Mundial de Combate à Asma, lembrado todos os anos na primeira terça-feira de maio, chama atenção para a importância do controle da doença. A asma não tem cura, mas o tratamento adequado pode reduzir os sintomas e ampliar a qualidade de vida dos pacientes.

Cerca de 20 milhões de brasileiros convivem com a doença, terceira ou quarta causa de internação no SUS, dependendo da faixa etária.

Mesmo a Asma Grave, forma exacerbada da doença e extremamente debilitante, pode ser controlada com uma classe nova de medicamentos, os imunobiológicos.


Segundo o pneumologista José Eduardo Cançado, professor da Santa Casa de São Paulo, a jornada do paciente com Asma Grave é complexa. O tempo médio para o paciente receber o diagnóstico é de 4 anos. O controle dessa doença depende de medicação, mas também de engajamento e pró-atividade do paciente, que precisa incluir visitas médicas regulares em suas rotinas, fazer os exames de controle prescritos pelo médico, evitar a automedicação, incluir hábitos de vida saudáveis e informa-se sobre a condição.

Cerca de 86% dos pacientes com Asma Grave ainda procuram ajuda médica quando os sintomas, como falta de ar e de fôlego, cansaço para realizar atividades simples, como subir uma escada ou ir do banheiro ao quarto, dores no peito e tosse intensa, estão bem graves.


Estudo brasileiro recente apontou que apenas 12,3% dos pacientes estão com a sua doença controlada e apenas 32,4% seguem o tratamento prescrito pelo médico. Temos uma doença com alta morbidade e que ainda mata 5-6 pessoas por dia no Brasil.

A boa notícia é que desde o ano passado, tais medicamentos passaram a ter cobertura dos planos de saúde e, tiveram parecer favorável da CONITEC, o que indica que estarão acessíveis no SUS. Eles substituem o tratamento tradicional à base de corticóides, medicamentos usados em altas doses para o controle da Asma Grave, mas que trazem uma série de outras doenças, como diabetes, obesidade, hipertensão e osteoporose.

Dr. José Eduardo afirma que os imunobiológicos reduzem a incidência de internações hospitalares, recorrentes em casos de Asma Grave, e fazem com que o paciente tenha uma vida normal.

O pneumologista alerta os pacientes para que entendam que estão lidando com uma doença que exige tratamento por toda a vida. Essa é a única maneira de controlar essa doença respiratória e manter a qualidade de vida.