Em ato com público abaixo da expectativa, Lula pede desculpas por fala contra policiais

O presidente Jair Bolsonaro nem precisa fazer muito esforço para derrubar a popularidade do seu principal adversário na corrida ao Planalto. Se nas pesquisas Lula aparece em primeiro, com diferença cada vez menor para o atual mandatário, nas ruas a preferência dos brasileiros por Bolsonaro é visível e majoritariamente ampla.

As manifestações pró-Bolsonaro levaram milhares de pessoas às ruas neste domingo (01), Dia do Trabalhador. Enquanto o ato convocado pelos PT, com presença do ex-presidente, reuniu pouquíssimos cidadãos.

Um dia antes, o próprio Lula contribuiu para o evaziamento do seu ato. Ao participar de um encontro na Brasilândia, na zona norte de São Paulo, o petista deu uma declaração que desagradou policiais.

“Ele (Bolsonaro) não tem sentimento. Ele não gosta de gente, ele gosta de policial.”

No Twitter, Bolsonaro escreveu que “defende o cidadão de bem”. “Enquanto uns acham que policial não é gente e que tem que soltar jovens ladrões, traficantes e latrocidas, nós sempre defendemos o cidadão de bem. Boa noite a todos!”, disse o presidente compartilhando um vídeo do tempo em que ainda era deputado e defendia a redução da maioridade penal.

Bolsonaro fez menção ao recente caso de um rapaz morto em São Paulo por um falso entregador, ladrão de celular. O caso fez milhares de seguidores resgatarem um vídeo em que Lula diz ter pena de jovens que roubam celular, tratando-os como vítimas e não como criminosos.

Apoiadoras de Bolsonaro aproveitaram a fala para criticar Lula. O pastor Silas Malafaia, por exemplo, disse: “Continue a falar asneiras. Para ele, ladrão de celular que mata pessoas é um pobre coitado, policial não é gente. Vergonha total.”

Durante ato do 1o. de maio, na praça Charles Miller, em São Paulo, Lula se desculpou por sua fala sobre policiais. O petista atrasou seu discurso em duas horas à espera do público.

"Quero aproveitar e pedir desculpa aos policiais desse país, porque, muitas vezes, cometem erros, mas muitas vezes salvam muita gente do povo trabalhador. Temos que tratá-los como trabalhadores nesse país", disse, ao lado de lideranças sindicais e políticas.

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