Usuários testam liberdade de expressão no Twitter A liberdade de expressão foi a primeira medida citada por Elon Musk em sua conta no Twitter após o anúncio da compra do Twitter. “A liberdade de expressão é a base de toda democracia funcional, e o Twitter é a praça digital em que assuntos vitais para o futuro da humanidade são debatidos”, comentou, antes de dizer que pensa em novos negócios, abrir o algoritmo para que se torne uma fonte aberta e combater bots (contas inautênticas) que enviam spam.

Anteriormente, Musk já havia reclamado da moderação do Twitter excluir ou colocar marcações em posts considerados como discurso de ódio ou desinformação, e dito que as regras de moderação deveriam ser alteradas. 

A compra da rede social foi celebrada por políticos conservadores brasileiros e americanos. O deputado Carlos Jordy (PL-RJ) pediu que o ex-presidente do Estados Unidos Donald Trump fosse readmitido na plataforma – Trump foi banido porque a rede considerou alguns de seus tuítes como incitação à violência no dia do ataque ao Capitólio, em 6 de janeiro de 2021. O ex-presidente, no entanto, prometeu que não voltará.

O vereador gaúcho Alexandre Bobadra também comemorou o fim da censura na rede social. “A compra do Twitter pelo empresário Elon Musk acaba com o monopólio da esquerda na propriedade das redes sociais e promete maior abertura da plataforma à LIBERDADE DE EXPRESSÃO num mundo cada vez mais pautado pela censura marxista digital.”

Outros usuários aproveitaram para “testar” a liberdade de expressão defendida por Musk, tuitando palavras e expressões antes banidas da rede

“TESTE DE CENSURA: Menino veste azul e menina veste rosa. Quero ver se o Twitter vai derrubar”, tuitou um.

“Dizem que antigamente, antes do Elon Musk comprar o Twitter, se você colocasse "Homem pode engravidar" e "Ivermectina funciona" no mesmo tweet, eles levavam o caso pra um comitê interno para debater banimento ou selo azul de verificação”, testou outro.

Edição

Outro ponto possível de mudança no Twitter é a criação de um botão de ‘editar tweets’, o que hoje é impossível: um post na rede pode ser excluído, mas não alterado depois que for publicado.

Musk fez uma enquete em sua conta perguntando se os usuários queriam esse botão. Mais de 4 milhões de pessoas votaram, com 73% escolhendo a opção ‘sim’. Pouco depois, a empresa anunciou testes com essa possibilidade, mas garantiu que não era por causa de Musk, àquela altura já dono de 9% das ações.

Para alguns usuários, o botão poderia ajudar a corrigir erros, mas também mudar o que foi dito depois de publicado para pregar peças, fazer publicidade indesejada ou mesmo aplicar golpes. Outros avaliam que pode ser um ponto positivo, e usuários famosos como Kim Kardashian, Katy Perry e a conta corporativa do McDonald’s já pediram a possibilidade de edição.

Negócios

Outro ponto é a possibilidade de novos negócios. Quanto a se tornar uma fonte aberta, isso significaria que qualquer usuário poderia olhar a forma de funcionamento da rede e sugerir mudanças para corrigir erros, solucionar problemas ou simplesmente torná-la melhor.

Em uma palestra, Musk afirmou que os usuários devem poder saber se um tweet foi promovido ou teve sua visibilidade diminuída para que “não ocorram manipulações pelas costas deles”. Jack Dorsey, um dos fundadores do Twitter, demonstrou concordância com a ideia ao dizer que a escolha de qual algoritmo usar deve ser uma possibilidade aberta a todas as pessoas.