Caso Flordelis: termina julgamento e quatro réus são condenados

O julgamento de quatro réus do caso Flordelis terminou às 9h desta quarta-feira (13), após 22 horas de duração, no Fórum de Niterói, na Região Metropolitana do Rio. Houve quatro condenações.

Carlos Ubiraci, filho afetivo de Flordelis, foi absolvido do homicídio triplamente qualificado e de tentativa de homicídio contra o pastor Anderson do Carmo, mas foi condenado por associação criminosa, com pena de dois anos e dois meses com início semiaberto.



Adriano dos Santos, filho biológico de Flordelis, foi condenado a quatro anos e seis meses por uso de documento falso e associação criminosa em regime semiaberto.

O ex-policial militar Marcos Siqueira foi condenado a cinco anos e 20 dias de prisão em regime fechado. A esposa dele, Andrea Santos, que já tinha cinco passagens pela polícia, foi condenada a quatro anos e três meses em regime semiaberto.

O julgamento de Flordelis, apontada como mandante do assassinato de Anderson, está previsto para acontecer em audiência marcada para o dia 9 de maio. No mesmo dia, também serão ouvidas Simone dos Santos Rodrigues, filha biológica da pastora, Marzy Teixeira da Silca, filha adotiva, e Rayane dos Santos Oliveira, neta de Flordelis.

Na sessão realizada em 24 de novembro do ano passado, duas pessoas receberam condenações pela morte de Anderson: Flávio dos Santos Rodrigues, filho biológico da ex-deputada, e Lucas Cezar dos Santos de Souza, filho adotivo.

Segundo as investigações, Flávio foi o autor dos tiros que mataram o pastor. Ele foi sentenciado a 33 anos de reclusão por homicídio triplamente qualificado, porte ilegal de arma de fogo, uso de documento ideologicamente falso e associação criminosa armada.

Já Lucas foi acusado de ter sido responsável por adquirir a arma utilizada no crime. Ele foi condenado a nove anos de prisão por homicídio triplamente qualificado.

Morte de Anderson

Anderson do Carmo foi assassinado a tiros em 16 de junho de 2019, na casa onde morava com Flordelis e os 55 filhos do casal em Niterói, na região metropolitana do Rio.

Flordelis foi presa em agosto de 2021, dois dias após ter seu mandato de deputada cassado e perder a imunidade parlamentar. O pai do pastor disse que o crime foi motivado por "maldade e ganância".

Ela responde por homicídio triplamente qualificado, tentativa de homicídio duplamente qualificado, associação criminosa e uso de documento falso.