Combate à perseguição religiosa entra para o calendário da ONU

Nesta semana, a Polônia apresentou uma resolução à Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), estabelecendo 22 de agosto como o Dia Internacional das Vítimas de Atos de Violência Baseados em Religião ou Crença. A resolução foi apoiada por vários outros países, incluindo um grupo central formado por Brasil, Canadá, Egito, Iraque, Jordânia, Nigéria, Paquistão e Estados Unidos.





A resolução foi aceita por unanimidade por todas as nações que integram a ONU. É a primeira vez que as Nações Unidas dedicam um dia à prevenção da violência por motivos religiosos. Hoje, segundo dados da própria ONU, mais de 10 conflitos existentes no mundo são de fundo religioso.





A resolução inclui em seu texto todos os atos contra pessoas que escolhem uma religião, bem como seus bens, prédios, propriedades. Um trecho diz: "Lamentamos profundamente todos os atos de violência contra as pessoas com base em sua religião ou crença, bem como quaisquer atos dirigidos contra seus lares, negócios, propriedades, escolas, centros culturais ou locais de culto, assim como todos os ataques contra e em lugares e santuários religiosos que violam o direito internacional”.





Perseguição aos cristãos





Segundo os dados da pesquisa da Lista Mundial da Perseguição, lançada anualmente pela organização Portas Abertas, mais de 245 milhões de pessoas são perseguidas hoje no mundo por simplesmente declarar sua fé em Jesus Cristo.





A Ministra dos Direitos Humanos, da Mulher e da Família, Damares Alves, reuniu-se com autoridades do MERCOSUL nesta sexta-feira (31) para explanar a preocupação do governo Bolsonaro com relação à perseguição sofrida por cristãos em todo o mundo.





Segundo o governo, é imprescindível que o direito à liberdade religiosa seja aplicado de maneira bilateral pelos demais países com os quais o Brasil possui alguma relação.





“A perseguição, a discriminação e a violência contra os cristãos em todo mundo é uma preocupação crescente do governo Brasileiro, não vamos nos silenciar, não mesmo”, afirmou a ministra.