Revista acusa Anitta de incentivar fãs a driblar algoritmo para alcançar topo do Spotify Uma reportagem da revista Rest of the World contestou o número de reproduções da canção “Envolver”que levou a cantora Anitta ao topo da plataforma Spotify durante três dias seguidos. Estaria Anitta fazendo jus a uma outra canção sua, “Vai Malandra”?

Na publicação, especialistas da indústria musical explicam que parte do suposto sucesso de “Envolver” pode ser atribuído a uma manipulação de algoritmos da plataforma, por parte de fãs da cantora, de maneira que potencialmente quebrou os termos e condições do Spotify.

A publicação cita ainda que “pelo menos parte desse comportamento foi incentivado pela própria Anitta, que pressionou os fãs a inflar suas streams no Spotify”.

Conhecida como “streaming party”, a tática consiste em reunir o maior número possível de pessoas, ao mesmo tempo e em um horário pré-definido, para consumir o mesmo conteúdo dentro de uma mesma plataforma de streaming, com o intuito de que ela tenha maior alcance.

A prática viola as regras do Spotify que, resumindo, exige que as músicas sejam reproduzidas de forma espontânea. Para que uma canção chegue ao topo das mais ouvidas na plataforma, ela não pode ter reproduções menos qualificadas, ou seja, que refletem um possível comportamento artificial, ou de bot.

A reportagem da Rest of the World cita que a conta oficial da Anitta no Twitter retuitou a postagem de um fã incentivando as pessoas a aumentar a popularidade da brasileira, criando playlists com sua música e lembrando-as de “usar contas diferentes no Spotify e lembrar de trocar de conta após 20 reproduções”.

A prática é citada pela revista como uma forma de driblar o algoritmo do Spotify.