Cristãos reagem à matéria da Folha de S. Paulo que diz que Cristo sofreu abuso sexual No dia em que cristãos em todo o mundo lembram a entrada de Jesus em Jerusalém, o dia conhecido pelos católicos como Domingo de Ramos, o jornal Folha de S. Paulo apresentou uma matéria que afirma que o Filho de Deus sofreu abuso sexual antes de ser crucificado.

O texto cita o Teólogo inglês David Tombs, de 57 anos, que defende a polêmica. Ele relaciona os maus-tratos a prisioneiros da era romana e práticas de ditaduras latino-americanas. Tombs estuda a dimensão sexual da tortura e propõe uma nova postura das igrejas cristãs.

Radicado na Nova Zelândia, Tombs lida há 23 anos com duas perguntas: o que significam os três momentos em que Jesus Cristo é publicamente despido, antes da crucificação? E por que isso importa?

Professor de teologia e questões públicas na Universidade de Otago, em Dunedin, na Nova Zelândia, o anglicano Tombs publicou em 1999 seu primeiro artigo sobre o tema, intitulado "Crucificação, terrorismo de Estado e abuso sexual". Hoje, não está mais sozinho: outros teólogos já abordam o aspecto sexualizado do martírio de Cristo.

Ao dar espaço à tese que sexualiza a figura de Cristo, a Folha de S. Paulo, conhecida por defender pautas progressistas, foi indiretamente acusada pelo vereador Carlos Bolsonaro (Republicanos-RJ) de espalhar fake news.

“Com a tal “PL das fakenews” aprovada, imagine o que farão com o Cristão ou Líder Religioso que discordar das ilações da imprensa? Já sabe, exclusão de conta não será nada comparado a possibilidade de prisão sob a alegação de “discurso de ódio”, disse o parlamentar em suas redes sociais.

A pastora e ex-ministra Damares Alves também se mostrou indignada contra o que chamou de “absurdo” e “ridicularização da fé cristã”.

“Em um ato de intolerância religiosa, a Folha tenta macular a imagem do Deus dos cristãos. O Ministério Público precisa processar o jornal por danos morais coletivos”, disse Damares que também é advogada.