Sobe para 50 o número de mortos em ataque à estação ferroviária na Ucrânia A Ucrânia disse que ao menos 50 pessoas morreram e outras 50 ficaram feridas, nesta sexta-feira (8), em um ataque com mísseis a uma estação ferroviária lotada de civis em fuga de um agravamento da ofensiva russa sobre o leste do país.

Autoridades disseram que muitos dos feridos perderam membros e estavam sendo operados após o ataque na cidade de Kramatorsk, classificado pelo presidente ucraniano, Volodymr Zelenskiy, como um ataque deliberado contra civis usando um míssil balístico de curto alcance Tochka U.

O chefe de política externa da União Europeia, Josep Borrell, e o ministro da Defesa britânico, Ben Wallace, criticaram o ataque.

A diretora de comunicações da Casa Branca, Kate Bedingfield, disse que há “evidências crescentes de que as forças russas estão cometendo crimes de guerra na Ucrânia”, e a embaixada dos Estados Unidos na Ucrânia denunciou o fato como “mais uma atrocidade cometida pela Rússia na Ucrânia”.

Zelenskiy disse mais tarde em um discurso em vídeo ao Parlamento da Finlândia que nenhuma tropa ucraniana estava na estação no momento do ataque.

O Ministério da Defesa russo disse, segundo a agência de notícias RIA, que os mísseis que teriam atingido a estação eram usados ​​apenas por militares da Ucrânia e que as Forças Armadas da Rússia não tinham alvos designados em Kramatorsk nesta sexta-feira.

O governador da região de Donetsk, Pavlo Kyrylenko, disse que as forças russas dispararam um míssil Tochka contendo munições cluster, mas não compartilhou quais evidências ele tinha disso. A Reuters não conseguiu verificar imediatamente a alegação.

A Rússia negou anteriormente o uso de munições cluster na Ucrânia.

Proibidas pela Organização das Nações Unidas (ONU) sob uma convenção internacional de 2008 da qual a Rússia não faz parte, as munições cluster são compostas de uma cápsula que explode no ar, dispersando dezenas ou até centenas de "bombas" menores em uma ampla área.