Gabriel Monteiro é acusado de orgias com menores

A Polícia Civil do Rio de Janeiro cumpriu hoje (7) mandados de busca e apreensão em 11 locais relacionados ao vereador Gabriel Monteiro (PL) e a assessores e ex-assessores dele, incluindo a casa do parlamentar na Barra da Tijuca, zona oeste da cidade, e o gabinete na Câmara dos Vereadores, no Centro. 

A operação é referente à investigação do vazamento de um vídeo em que o parlamentar aparece fazendo sexo com uma menor de idade. Ambos alegam que a relação e a filmagem foram consensuais, porém Monteiro acusa funcionários de vazarem o vídeo, que circulou por grupos de WhatsApp.

A busca e apreensão foi autorizada pelo plantão judiciário para recolher notebooks, computadores, tablets, celulares, kindles, smartphones, mídias externas e portáteis tais como HDs externos, pendrives, CDs, DVDs e semelhantes.

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Também foi autorizado pela Justiça o afastamento do sigilo telefônico e informático para todo o conteúdo dos aparelhos e mídias apreendidos, bem como a quebra do sigilo de dados das mensagens contidas em aplicativos nos equipamentos.

Ao sair da delegacia, Sandro Figueiredo, advogado de Monteiro, afirmou que um HD externo apreendido hoje pela polícia tinha vídeos produzidos por sua equipe, além de material que estaria sendo produzido para um dos integrantes de uma suposta máfia dos reboques no Rio, denunciada pelo político. 

Contudo, o delegado Luís Armond, titular da 42ª DP (Recreio dos Bandeirantes), disse que o material ainda terá que ser periciado para comprovar se é de propriedade ou não do vereador. 

Gabriel, que também é youtuber e ex-policial, foi até a delegacia e acompanhou a averiguação do material apreendido em sua casa e no seu gabinete. Ele conversou informalmente com os investigadores e foi acordado que ele irá prestar depoimento formal na semana que vem após a análise dos achados nas buscas. 

Orgias e pedofilia

Um assessor do vereador, disse que Gabriel Monteiro exibia vídeos de sexo com menores como se fossem ‘troféus’ e dizia que ia ‘abrir uma creche’.

O funcionário contou à polícia que o vereador considerava mulheres de 20 anos ‘velhas’ e que seus vídeos no YouTube rendiam R$ 300 mil por mês.

O G1 teve acesso ao depoimento desse funcionário, que pediu licença médica em janeiro “após crise de transtorno de ansiedade”.

“Gabriel tinha o hábito de ficar exibindo vídeos íntimos, dele mantendo relações sexuais com outras mulheres, maiores ou menores de idade, como se fossem ‘troféus’”, depôs.