Monique Medeiros deixará a prisão um ano após ser presa no caso que investiga a morte do filho

Após um ano de prisão, Monique Medeiros poderá deixar a prisão. Uma decisão judicial da 2ª Vara Criminal do Rio desta terça-feira (4) vai permitir que a mãe do menino Henry Borel seja solta, mas use tornozeleira eletrônica. A decisão, no entanto, mantém Jairinho, o padastro de Henry, preso.

Em seu texto, a juíza Elizabeth Machado Louro manifesta preocupação com ameaças sofridas por Monique dentro da cadeia e diz que a manutenção da prisão "não favorece a garantia da ordem pública".

O convívio entre presas com as quais Monique dividiu a cela no Complexo Penitenciário de Gericinó é marcado por denúncias de episódios de violência, acusações e ameaças.

Ainda segundo a decisão, "fica, ainda, vedada à ré Monique, enquanto perdurar a monitoração, qualquer comunicação com terceiros - com exceção apenas de familiares e integrantes de sua defesa -, notadamente testemunhas neste processo, seja pessoal, por telefone ou por qualquer recurso de telemática, assim também postagens em redes sociais, quaisquer que sejam elas, sob pena de restabelecimento da ordem prisional".

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“Essa decisão é consequência de um trabalho técnico, ético e dentro da lealdade processual. Após um ano de ataques, ofensas e agressões a teoria se aplicou na prática e o processo continuará com seu curso normal", disse o advogado de defesa, Thiago Minagé.

Monique e Jairinho foram presos em abril do ano passado, cerca de um mês após a morte do filho dela, Henry, de 4 anos. De acordo com a denúncia do Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ), o menino foi vítima de torturas realizadas por Dr. Jairinho. Monique também responde por homicídio triplamente qualificado, tortura e coação de testemunhas.