Moradores de Angra estão ilhados, mas Eletronuclear descarta necessidade de desligar usinas A Eletronuclear garantiu, em nota, no domingo (03), que o plano de emergência para a central nuclear de Angra dos Reis não está comprometido. O pronunciamento é uma resposta ao pedido do prefeito de Angra dos Reis, Fernando Jordão (MDB), de paralisação de Angra 1 e 2 após as chuvas que atingiram a cidade: “Estamos ilhados”, alega Jordão.

Segundo a Eletronuclear, se fosse necessária, a evacuação de trabalhadores e da população seria feita pela BR-101 RJ Sul, tanto no sentido de Angra dos Reis quanto em direção a Paraty. “Acontece que as obstruções verificadas nessa estrada estão fora das Zonas de Planejamento de Emergência (ZPE) previstas no PEE”, esclareceu um trecho da nota. Na rodovia Rio-Santos, pela manhã ainda havia, pelo menos, quatro pontos de interdição total entre Angra e Paraty.

No sábado (02), diante dos registros de mortes por conta das chuvas, o presidente Jair Bolsonaro informou que o ministro Daniel Ferreira determinou a ida do Secretário Nacional de Proteção e Defesa Civil, Coronel Alexandre Lucas, ao Rio de Janeiro e fez contato com o governador Cláudio Castro e com a prefeitura de Angra dos Reis.

O plano de evacuação, em caso de emergência, abrangeria pessoas localizadas em um raio de até 5 Km da central para abrigos situados a até 15 Km das usinas, que não foram atingidos. “A ação poderia ser realizada com total eficácia”, informa a Eletronuclear.

O plano de evacuação, em caso de emergência, abrangeria pessoas localizadas em um raio de até 5 quilômetros da central para abrigos situados a até 15 quilômetros das usinas, que não foram atingidos. “A ação poderia ser realizada com total eficácia”, informa a Eletronuclear.