Dono da Havan rebate Youtuber Felipe Neto no caso do gibi impróprio para menores

A Bienal do Livro acabou neste domingo (08), mas a polêmica em torno da exposição livre de conteúdos LGBT para menores de idade segue firme, principalmente nas redes sociais. Depois de o youtuber Felipe Neto dizer que comprou 15 mil cópias do gibi “Vingadores – a cruzada das crianças” para doar, o empresário Luciano Hang, dono da Havan, anunciou que doará 25 mil cópias de um dos livros do professor Olavo de Carvalho.



“Se tem youtuber dando 15 mil livros com temática gay para influenciar nossas crianças, anunciou então que estarei doando 25 mil cópias ‘Mínimo que você precisa saber para não ser um idiota’, do professor Olavo de Carvalho, para beneficiar nossos jovens”, escreveu o empresário em sua conta no Twitter.



Luciano é amigo do presidente Jair Bolsonaro e, assim como o mandatário, defende a proteção de crianças e adolescentes a conteúdos impróprios à idade. 



Na noite deste domingo (08), a deputada federal Carla Zambelli (PSL) publicou a foto de crianças, acompanhadas de seus pais, segurando os livros que o youtuber distribuiu na Bienal. A deputada quis usar a foto como argumento de que Felipe Neto distribuiu livros LGBT para crianças, classificando o conteúdo como “impróprio para a idade”. Zambelli lembrou também que o mesmo Felipe Neto já publicou vídeo ofensivo à comunidade LGBT. O youtuber tentou se justificar, dizendo que o conteúdo foi publicado há 10 anos e que hoje ele não tem o mesmo pensamento. Zambelli questionou o porquê de o conteúdo ainda estar no canal de Felipe no YouTube.



A polêmica do gibi começou depois que o prefeito do Rio de Janeiro, Marcelo Crivella, determinou que a obra não ficasse acessível às crianças no evento realizado no Riocentro. Liberais entenderam a proteção como um ato de censura e “brigaram” para que o gibi com ilustrações de carícias e beijos entre dois homens continuasse exposta para o acesso de qualquer menor de idade.