Rio ganha laboratório de produção de pele humana para testes

O Brasil ganha hoje (09) o primeiro laboratório de bioengenharia de tecidos que vai disponibilizar pele humana reconstruída para testes em produtos. A unidade, no Rio de Janeiro, vai fornecer amostras de amostras de pele humanas recriadas como alternativa ao uso de animais como cobaias.



A filial de uma multinacional de cosméticos será inaugurada às 14h no Centro de Pesquisa e Inovação, no campus do Fundão da Universidade Federal do Rio de Janeiro. É a terceira a entrar em operação no mundo, juntando-se à de Lyon, na França, e à de Xangai, na China.



A “matéria-prima” são restos de cirurgias plásticas. O descarte, cedido com autorização do paciente, vai para o laboratório, onde se extraem os queratinócitos.



Essas células específicas são cultivadas em placas de cultura e, após 17 dias em contato com o ar, se proliferam, formando múltiplas camadas.



No caso de testes com cosméticos, a parte que interessa é a epiderme, a mais externa – e a que será produzida no Rio.



Uma resolução normativa do Conselho Nacional de Controle de Experimentação Animal (Concea), órgão ligado ao Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações, previa há cinco anos o uso de alternativas a cobaias.



O texto enumerava 17 procedimentos e fixava o próximo dia 24 de setembro como data-limite para a adoção, quando possível, dos métodos validados.



O Brasil ainda não tem uma lei federal sobre o fim de testes em animais. Um projeto de lei que está no Congresso desde 2014.