Garis rejeitam proposta da Comlurb e greve continua O Sindicato dos Empregados de Empresas de Asseio e Conservação do Município do Rio, que representa os trabalhadores da Comlurb, recusou uma nova proposta de reajuste salarial feita pelo Ministério Publico e com concordância da empresa responsável pela coleta de lixo na cidade, na tarde desta quarta-feira (30).

Em reunião na porta do Tribunal Regional do Trabalho (TRT), onde era realizada a audiência de conciliação com a Comlurb, a categoria decidiu manter a greve que teve início na tarde de segunda-feira (28). A proposta, no entanto, ainda será levada para uma nova assembleia, nesta quinta-feira, as 15h, na Cinelândia.

O sindicato argumenta que os trabalhadores estão há 3 anos sem qualquer reajuste e lembrou da perda do poder de compra dos funcionários por conta da inflação do período.

Os representantes da Comlurb aumentaram a proposta de reajuste salarial de 5% para 8%, dividido em duas partes: 6% em março e 2% em agosto. A empresa também ofereceu 3% de aumento no tíquete alimentação.

A categoria pede um reajuste de 25% nos salários; 25% no tíquete alimentação; a conclusão do Plano de Cargos Carreiras e Salários (PCCS); e a implantação do Adicional de Insalubridade para os Agentes de Preparo de Alimentos (APAs).

O sindicato chegou a dizer que aceitaria terminar a greve caso a Comlurb aceitasse um aumento de 10,54% nos salários e no vale alimentação, além das demais propostas.

Contudo, a empresa não concordou e estabeleceu como limite a proposta construída junto com o Ministério Público do Rio de Janeiro e a desembargadora responsável pela audiência.

Logo após a reunião, o sindicato levou a proposta aos trabalhadores que protestavam na porta do TRT. No local, foi realizada uma assembleia, que decidiu pela manutenção da greve.

Segundo o sindicato, a legislação segue sendo respeitada. Os sindicalistas disseram que apenas um contingente mínimo continuará trabalhando, visto que a coleta de lixo é um serviço essencial para a cidade. De acordo com a categoria, a coleta em hospitais e escolas também será mantida.

Multa

Na noite da ultima terça (29), a Comlurb informou que a Justiça do Trabalho, atendendo a uma petição da Companhia, determinou o pagamento no valor de R$ 400 mil pelo Sindicato dos Empregados de Empresas de Asseio e Conservação do Município referente a dois dias de multa por deflagrar a greve dos garis.

O Tribunal Regional do Trabalho (TRT) considerou gravíssimo o descumprimento da determinação de manter 100% do contingente da categoria trabalhando por tempo indeterminado. O Sindicato tem 48 horas para o pagamento da multa sob pena de execução.
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