Bipolaridade atinge cerca de 140 milhões de pessoas no mundo O Dia Mundial do Transtorno Bipolar é celebrado neste 30 de março, dia do aniversário do pintor holandês Vincent Van Gogh, que foi diagnosticado, postumamente, como provável portador do transtorno.

O objetivo da celebração é chamar a atenção mundial para os transtornos bipolares, eliminar o estigma social e levar informação à população, educando e sensibilizando para a doença, que representa um desafio significativo para pacientes, profissionais de saúde, familiares e comunidade.

Considerada uma das principais causas à incapacidade, o transtorno bipolar atinge cerca de 140 milhões de pessoas no mundo, segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS). Para aqueles que vivem com a doença, o longo período de isolamento social imposto pela pandemia de Coronavírus apresentou ainda mais desafios, que refletem até os dias de hoje.



Com sintomas potencializados, o dia a dia tem sido difícil para quem sabe que sofre do transtorno. E para aquelas pessoas sem conhecimento de seu quadro clínico, o cotidiano pode se mostrar ainda mais complexo. Com um diagnóstico bastante difícil, estima-se a média de até dez anos para estabelecer uma certeza sobre a doença. 



Um estudo desenvolvido por pesquisadores da Universidade de Michigan, nos Estados Unidos, e da Universidade de Oslo, na Noruega, indica relação de transtornos mentais com demência na velhice.



A publicação, realizada pela revista científica JAMA Psychiatry, confirma que a prevenção e o tratamento destes distúrbios em jovens podem reduzir as chances de Alzheimer no futuro, enfatizando a importância de manter-se atento aos sinais e buscar um direcionamento médico o quanto antes.

Sintomas característicos da fase de euforia:

– sensação de extremo bem-estar;
– aceleração do pensamento e da fala;
– agitação e hiperatividade;
– diminuição da necessidade de sono;
– aumento da energia;
– diminuição da concentração;
– euforia ou irritabilidade;
– desinibição;
– impulsividade;
– ideias de grandiosidade e sensação de “poder”.

Sintomas característicos da fase de depressão:

– alterações de apetite com perda ou ganho de peso;
– humor deprimido na maior parte dos dias;
– fadiga ou perda de energia;
– apatia, perda de interesse ou prazer;
– pensamentos recorrentes de morte ou suicídio;
– agitação ou retardo psicomotor;
– sentimentos de culpa ou inutilidade;
– desânimo e cansaço mental;
– tendência ao isolamento tanto social como familiar;
– ansiedade e irritabilidade.

Diagnóstico:

O diagnóstico costuma ser bastante difícil e pode demorar em média dez anos para ser estabelecido devido a tratamentos equivocados, ausência de comunicação entre os profissionais envolvidos, desconhecimento sobre como a doença se manifesta, tanto por ser pouco conhecida quanto pela confusão dos seus sintomas com os de outros tipos de depressão, preconceito e autoestigmatização. O histórico do indivíduo é decisivo para o diagnóstico conclusivo, já que alterações de humor anteriores, episódios atuais ou passados de depressão, histórico familiar de perturbação do humor ou suicídio e ausência de resposta ao tratamento com antidepressivos alertam para o diagnóstico do transtorno bipolar.

Tratamento:

Transtorno bipolar não tem cura, mas pode ser controlado. O tratamento inclui o uso de medicamentos, psicoterapia e mudanças no estilo de vida, tais como o fim do consumo de substâncias psicoativas, (cafeína, anfetaminas, álcool e cocaína, por exemplo), o desenvolvimento de hábitos saudáveis de alimentação e sono e redução dos níveis de estresse.