Dia Mundial de Combate à Tuberculose: diagnóstico precoce é fundamental para evitar óbitos O Dia Mundial de Combate à Tuberculose é celebrado nesta quinta-feira, 24 de março. Ele visa conscientizar a população sobre a necessidade de uma vigilância constante para prevenir e diagnosticar a doença o mais rápido possível.

A tuberculose é infecciosa, transmissível pelo ar e compromete principalmente os pulmões. Trata-se de uma doença Causada pelo mycobacterium tuberculosis ou bacilo de Koch. Pelos elevados índices de mortalidade e morbidade, é considerada como um grave problema de saúde pública.

Seus sintomas mais comuns incluem tosse, febre persistente, dor no peito ao respirar, perda de peso, suor noturno e falta de ar.

Segundo o Ministério da Saúde, em 2019, a tuberculose foi considerada uma das dez principais causas de mortes no Brasil. Somente no ano de 2020, foram constatados mais de 60 mil novos casos. Os números preocupam as autoridades de saúde, que reforçam a importância do diagnóstico precoce para identificação do tratamento adequado, com grandes chances de cura.

Segundo a Sociedade Brasileira de Patologia, pessoas portadoras do vírus HIV, diabetes, insuficiência renal crônica, desnutridas, idosos doentes, usuários de álcool e outras drogas, e tabagistas são mais propensos a contrair a tuberculose por terem o sistema imunológico deficiente baixo. Esses pacientes são o principal grupo de risco.

Diagnóstico
O diagnóstico da tuberculose pode ser obtido por vários métodos. A radiografia de tórax é um importante método para investigação, devendo ser solicitada para todo paciente com suspeitas clínicas de tuberculose pulmonar. Quando ele apresenta secreção nos pulmões, é comum que o clínico peça um exame específico para investigar a possibilidade de tuberculose.

Esse diagnóstico pode ser feito por um exame laboratorial que analisa o escarro do paciente – a baciloscopia direta. Entretanto, existem casos em que essa análise não consegue constatar a existência do micróbio. Nessas horas, entra em cena o patologista, o profissional do diagnóstico.

Ele recebe uma amostra de tecido retirada (biópsia) e realiza uma análise quase artesanal, utilizando um microscópio e anos de estudo para emitir um laudo diagnóstico. Em alguns casos, somente o exame anatomo-patológico da biópsia permitirá o diagnóstico correto e liberação da medicação para o tratamento.

Por sua atuação nos serviços de verificação de óbito, o patologista ainda é importante por diagnosticar e apontar as estatísticas de morbidade e mortalidade proporcionais relacionadas à doença, ajudando os programas de saúde pública a entenderem melhor a tuberculose e sua magnitude, buscando melhores tratamentos e políticas para proteger a população.

Assim, pode-se concluir que a eficácia do tratamento para tuberculose depende do diagnóstico precoce e de um tratamento adequado seguido religiosamente. Como é uma doença insidiosa e lenta, se não for descoberta em estágio inicial, o bacilo vai destruindo progressivamente o pulmão. Por isso é importante que a população esteja sempre atenta a seus sintomas: tosse (com secreção ou sem), febre, falta de apetite, emagrecimento, cansaço e dores musculares.