Jovens evangélicos não são tão liberais quanto se pensava Engana-se quem pensa que a maioria dos jovens evangélicos é liberal. Um novo livro publicado por um cientista político mostra que a postura conservadora no meio cristão não é exclusividade dos mais velhos.

Jeremiah Castle, da Universidade de Michigan, nos Estados Unidos, publicou suas descobertas no livro Rock of Ages: Subcultural Religious Identity and Public Opinion among Young Evangelicals (“Base sólida: Identidade Religiosa Subcultural e Opinião Pública entre Jovens Evangélicos”, em tradução livre).

O autor considera que os jovens evangélicos possuem a mesma identificação ideológica, política, visões de mundo e prioridades que os fiéis mais velhos, com oposição ao aborto, por exemplo.

“Em resumo, os resultados lançam sérias dúvidas sobre os relatos gerais de uma nova geração de jovens evangélicos liberais”, concluiu Jeremiah Castle.

De acordo com informações do portal The Christian Post, embora alguns tenham notado uma mudança de prioridades para parte dos jovens evangélicos, como uma ênfase maior em cuidar dos pobres como parte de sua atuação cidadã, o cientista político não encontrou esse padrão nos dados da pesquisa, observando que os jovens ligados às igrejas evangélicas “continuam classificar a imigração, a diferença de riqueza e o meio ambiente razoavelmente baixos em termos de preocupações com as questões”.