General Augusto Heleno também repudia comentário do G1 que chamou menino de

“Sensacional. Gol contra, de placa, a favor da desonestidade intelectual e da indignidade jornalística. Fatos como esse servem para equilibrar um jogo desigual, entre os que têm espaço e más intenções de sobra e os que têm leis capengar para se defender de calúnias e má fé”, assim reagiu o general Augusto Heleno à nota do portal de notícias G1 publicada no Twitter que tentava se esclarecer após chamar o menino que desfilou no 7 de Setembro com o presidente Bolsonaro de “moleque imbecil”.



Assim como o Ministro de Estado Chefe do Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República, vários brasileiros também manifestaram sua indignação ao comentário que o G1 fez em sua própria postagem da matéria em que a criança diz que o desfile foi o “melhor de todos”. O portal comentou: “moleque imbecil. Vai se alfabetizar”.



Em pouco tempo, prints do comentário da página tomaram as redes sociais, e a hashtag "#G1imbecil" ficou no topo dos assuntos mais comentados do Twitter por horas.



O Movimento Advogados do Brasil postou uma nota de repúdio ao ataque feito e se colocou à disposição da família, caso eles queiram tomar medidas judiciais contra o portal.



“O Movimento, que conta com mais de 5 mil advogados, se coloca à disposição da família do garoto para ajudar juridicamente, de forma gratuita, na reparação do dano moral sofrido, caso a família entenda necessário”, escreveram.



O G1 se pronunciou sobre o caso e disse que repudia a ação e que vai investigar o caso. Ainda não foram divulgadas as medidas tomadas sobre o incidente.



Como foi

Para celebrar os 197 anos da Independência, o desfile desse ano teve como mote  "Vamos valorizar o que é nosso". Mais de 4,5 mil estavam previstas para desfilar -- só das Forças Armadas foram 3 mil militares. O fogo simbólico da pátria foi conduzido pelo atleta Altobeli Santos da Silva, terceiro sargento da Marinha e medalhista nos jogos Pan-Americanos de Lima.



A cerimônia começou com a chegada do presidente em um Rolls Royce. Ele estava acompanhado pelo menino Ivo César Gonzales, de 9 anos, que estava no caminho entre o Palácio da Alvorada e a Esplanada e foi convidado para desfilar no carro. No mesmo veículo, estava o filho do presidente, o vereador do Rio de Janeiro Carlos Bolsonaro.



Ivo corria pelo gramado da Biblioteca do Senado tentando acompanhar o Rolls-Royce presidencial quando foi chamado para subir a bordo do conversível. 



"Eu estava correndo para dar tchau para ele. Ele me reconheceu, porque já tinha me visto no [evento] Moto Capital, e me chamou. Ele mandou o segurança me pegar para me colocar dentro do carro", contou o menino vestido com a camisa 10 da seleção brasileira.



Ivo acompanhou todo o desfile no palanque presidencial, ao lado de Bolsonaro e dos convidados do Palácio do Planalto como Silvio Santos e o Bispo Edir Macedo, donos do SBT e da Record, respectivamente.