Mídia espontânea: Família Bolsonaro ganha 128 mil seguidores no Telegram

Indiretamente, a decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, de suspender os serviços do Telegram no Brasil, funcionou como uma propaganda gratuita dos canais do presidente Jair Bolsonaro (PL) e de seus filhos, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), o vereador Carlos Bolsonaro (Republicanos-RJ) e o deputado Eduardo Bolsonaro(PL-SP). Juntos, de sexta-feira (18), quando ocorreu a decisão, até domingo (20) ganharam 128 mil seguidores.


Como houve acordo entre o STF e o aplicativo de mensagens, a polêmica acabou beneficiando os Bolsonaros, que eram acusados de espalhar “desinformação” no maior concorrente do WhatsApp.

Na sexta, logo após o bloqueio, Bolsonaro chamou de "inadmissível" a decisão do ministro do STF de determinar a suspensão "completa e integral" do aplicativo no Brasil. Para Bolsonaro, o despacho do magistrado poderia até mesmo provocar mortes, já que muitas pessoas usam a plataforma para trabalhar e até mesmo para consultas médicas.

"Olha as consequências da decisão monocrática de um ministro do Supremo", disse o presidente ao participar, na sexta-feira de um encontro estadual de pastores e líderes da "Fé e Cidadania" das Assembleias de Deus, em Rio Branco (AC). Pelos cálculos de Bolsonaro, 70 milhões de pessoas usam o Telegram. "É inadmissível uma decisão dessa natureza. Porque não conseguiu atingir duas ou três pessoas que, na cabeça dele, deveriam ser banidas do Telegram, ele atinge 70 milhões de pessoas, podendo causar óbitos pela falta do contato paciente-médico."

Ontem, Moraes decidiu que o app havia cumprido todas as exigências e suspendeu a censura.

Com a liberação, o presidente Jair Bolsonaro segue livre para se comunicar diretamente com seus 1,2 milhão de apoiadores pelo Telegram.