Nova decisão da justiça autoriza recolhimento de livros com temática LGBT na Bienal Uma nova decisão do Tribunal de Justiça do Rio (TJ-RJ), assinada neste sábado (07) pelo presidente da Corte, o desembargador Cláudio de Mello Tavares, autoriza a Prefeitura do Rio recolher obras com temática LGBT da Bienal, que não estejam com embalagem lacrada e com advertência para o conteúdo. 

A decisão suspende a liminar obtida pela organização da Bienal 2019, na sexta-feira, que impedia as autoridades de buscar e apreender obras em função de seu conteúdo. 

No decisão deste sábado, o desembargador "ressalta não se tratar de ato de censura, mas reputa ser inadequado que uma obra de super-heróis, atrativa ao público infanto-juvenil a que se destina, apresente e ilustre o tema da homossexualidade a adolescentes e crianças sem que os pais sejam devidamente alertados, com a finalidade de acessarem informações a respeito do teor das publicações disponíveis no livre comércio, antes de decidirem se aquele texto se adequa ou não a sua visão de como educar seus filhos".  

Na quinta-feira (05), o prefeito Marcelo Crivella determinou que a história em quadrinho "Vingadores - A Cruzada Das Crianças" fosse recolhida da Bienal, por mostrar duas pessoas do mesmo sexo se beijando.

Em nota, a Bienal do Livro informou que vai recorrer da decisão do presidente do Tribunal de Justiça do Rio no Supremo Tribunal Federal (STF), a fim de garantir o pleno funcionamento do evento e o direito dos expositores de comercializar obras literárias sobre as mais diversas temáticas. O evento acaba hoje.