Afinal, o que é ser feliz? Psicóloga que já catalogou mais de 500 sentimentos explica

Neste domingo, 20 de março, comemoramos o Dia Internacional da Felicidade. A data foi criada pela Organização das Nações Unidas (ONU), em 2013, buscando gerar uma reflexão sobre o reconhecimento da felicidade e do bem-estar como metas universais na vida das pessoas e, inclusive, nas políticas públicas.

Para filósofos como Platão, felicidade tem relação com a identidade de sermos humanos, expressão diferente de estados emocionais como a alegria, que pode ser intensa, mas é passageira. A felicidade não passa da mesma forma, pois estaria atrelada a valores humanos, tais quais o conhecimento de si mesmo, a serenidade interior, a capacidade de manter pureza de ideias e sentimentos, a liberdade do pensar, a responsabilidade, a bondade.

A Bíblia nos diz que "há maior felicidade em dar do que em receber". (Atos 20.35).

Em 2015, a ONU lançou os 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável, que buscam erradicar a pobreza, reduzir a desigualdade e proteger o planeta - três aspectos essenciais que levam ao bem-estar e à felicidade.

Na opinião da psicóloga, psicanalista e psicoterapeuta Beatriz Breves, dinheiro não traz felicidade. Mas a falta dele gera infelicidade.

“Você viver na miséria, na falta de dignidade humana, viver na rua... Isso é indignidade. E esse sentimento traz infelicidade. O dinheiro é fundamental para as questões básicas do ser humano. A pessoa precisa comer, ter casa, saúde... Sem isso a pessoa não será feliz”, explica a especialista que já catalogou mais de 500 sentimentos em 35 anos de estudos e é fundadora da Sociedade da Ciência do Sentir.

Com oito livros publicados sobre o tema, Beatriz Breves explica em entrevista no vídeo abaixo as vantagens de identificar e trabalhar os sentimentos para uma melhor qualidade de vida. Para ela, felicidade é uma grande orquestra de sentimentos. "Nunca um sentimento está sozinho. A felicidade é acompanhada de vários sentimentos; alguns bons de se sentir e outros não tão bons".