Em discurso para estádio com mais de 100 mil pessoas, Putin enaltece força da Rússia O presidente russo, Vladimir Putin, fez um discurso hoje (18), em um estádio com cerca de 100 mil apoiadores, para comemorar os 8 anos da anexação da Crimeia.

No evento, Putin defendeu a “operação especial”, como ele se refere à guerra na Ucrânia, e disse que a Rússia nunca teve tanta força. O mandatário elogiou o que chamou de “ação heroica” dos militares nessa operação.

“Nossos soldados estão atuando nesse conflito, tentando ajudar um ao outro, como irmãos de verdade. Protegendo seu irmão contra bala. Defendendo seu irmão com o seu próprio corpo. Nós nunca tivemos tamanha força”, afirmou.

O presidente russo também parabenizou os soldados que lutaram na anexação da Crimeia e disse que, nos últimos oito anos, a Rússia fez todo o possível para levantar a Crimeia, “fornecendo coisas básicas como gás, energia, todo tipo de serviço, redes, criando novas vias de transporte para trânsito de pessoas e de cargas”.

Putin disse ainda que as cidades da Crimeia e de Sebastopol criaram uma barreira contra neonazistas e extremistas nacionalistas, assim como a região pró-Moscou de Donbass.

“Eles também criaram uma barreira, um bloqueio, atuavam se defendendo de bombas aéreas. Tudo isso foi feito contra o genocídio que estava acontecendo. Tentando fazer com que as pessoas se livrassem desse sofrimento. E esse foi o principal motivo da operação que está acontecendo hoje na Ucrânia”.

Putin sustenta a tese de que o governo ucraniano é composto por neonazistas e comete genocídio contra o próprio povo. Nessa semana, a Corte Internacional de Justiça (CIJ) refutou essa tese e ordenou que a Rússia retire as tropas da Ucrânia.

Exigência para encerrar a guerra
A neutralidade da Ucrânia é uma das exigências que a Rússia tem colocado em cima da mesa para terminar a invasão e os ataques ao país vizinho. Um dos objetivos de Vladimir Putin a partir disso é garantir a desmilitarização ucraniana.

Os russos, inclusive, chegaram a sugerir que a Ucrânia adote o modelo de neutralidade da Suécia ou da Áustria, dois países que não fazem parte da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) e que não se envolvem em guerras.



Neutralidade

Tudo depende de cada país, sobretudo se a posição está na sua constituição. Mas, na prática, um país neutro é aquele que não toma partido em uma guerra específica e opta por uma postura neutra permanente em todos os conflitos que possam acontecer futuramente.


(*Imagem: Reprodução / Instagram)