Professora suspensa por se recusar a usar pronomes transgêneros processa escola

Uma professora cristã no Kansas, EUA, entrou com uma ação contra seu distrito escolar depois que ela foi suspensa por não usar o primeiro nome e pronomes transgêneros de um aluno.

Pamela Ricard, professora de matemática da Fort Riley Middle School, foi repreendida e suspensa em abril de 2021 porque chamou uma aluna de "senhorita". Ela foi avisada de que a aluna não se sentia mais como uma menina e agora usava pronomes e um primeiro nome diferente.

A professora disse que se referir a estudantes por qualquer coisa que não seja seu sexo biológico viola suas crenças religiosas.

Nem a escola nem o Distrito Escolar do Condado de Geary tinham diretrizes formais sobre pronomes de gênero na época, mas Ricard ainda era acusada de violar as políticas de bullying, diversidade e inclusão do distrito.

Logo após a suspensão de Pamela, o diretor do ensino médio encaminhou aos funcionários novos materiais de treinamento, forçando-os a usar os nomes e pronomes preferidos dos alunos.

A professora entrou com uma ação legal em 7 de março e entrou com uma ação no Tribunal Distrital dos EUA. 

De acordo com o processo judicial, ela pediu várias vezes para receber uma isenção religiosa da política, mas seus pedidos foram negados. 

Em setembro do ano passado, o Conselho de Educação do distrito escolar aprovou uma política exigindo que os professores usassem os nomes e pronomes preferidos dos alunos. O processo aponta que o distrito escolar ameaçou mais disciplina contra Pamela se ela não cumprir as novas políticas ou optar por usar uma linguagem neutra em termos de gênero.

Pamela está processando o conselho escolar, o superintendente Reginald Eggleston e a diretora da Fort Riley Middle School, Kathleen Brennan. O processo afirma que as ações tomadas contra a professora violam seus direitos constitucionais à liberdade de expressão e ao livre exercício da religião.

A professora de matemática está pedindo "danos nominais" e que seu registro disciplinar seja limpo.

Casos como o de Ricard tornaram-se comuns no ano passado, onde os professores se recusam a desonrar suas convicções religiosas chamando as crianças por seus novos pronomes preferidos.