Danilo Gentili e Fábio Porchat são cancelados por filme na Netflix com alusão à pedofilia O filme brasileiro "Como se tornar o pior aluno da escola", de 2017, estreou na Netflix sob grande polêmica. Baseado em um livro homônimo escrito pelo apresentador Danilo Gentili, o longa foi um dos assuntos mais comentados neste domingo (13) nas redes sociais. O conteúdo traz cenas explícitas de alusão à pedofilia.

Internautas repudiaram a classificação de censura do filme, que é para 14 anos, e muitos acusam o longa e a plataforma de streaming de "incentivo à pedofilia", além de despertar gatilhos em vítimas de abuso sexual. E, a crítica também caiu sobre o ator Fábio Porchat, que vive o personagem Cristiano, um homem com desvios sexuais. "Porchat é pedófilo. Parabéns Netflix, por incentivar a pedofilia", disse um internauta através do Twitter.

Uma cena de cunho sexual vivida por Cristiano (Fábio Porchat) tem sido comentada com grande revolta pelo público. Nas imagens, Cristiano (Porchat) pede que dois meninos (presentes na cena) o masturbem. "Vocês batem uma p####ta pro tio", diz o personagem para as crianças. E, ainda na imagem, a cena sugere que Cristiano coloca a mão da criança em seu órgão genital, satisfazendo seu desejo. 

Apesar da repercussão negativa, Danilo Gentili se defendeu, dizendo que sente “orgulho” por desagradar petistas e bolsonaristas em “um mesmo nível de intensidade”.

“O maior orgulho que tenho na minha carreira é que consegui desagradar com a mesma intensidade tanto petista quanto bolsonarista. Os chiliques, o falso moralismo e o patrulhamento: veio forte contra mim dos dois lados. Nenhum comediante desagradou tanto quanto eu. Sigo rindo”, escreveu o humorista, através de sua conta no Twitter.

Alguns comentários:

“A cena protagonizada por Fábio Porchat é nojenta! Mas vcs sabem de qual mente imunda essa história saiu? Pois é, mais uma vez a terceira via mostrando quais são os seus valores. Danilo Gentili e Moro já se manifestaram?”, tuitou a comentarista política Paula Marisa.

“Denúncia gravíssima! Atenção pais e mães! Isso não pode ficar impune! Façam a parte de vocês também!”, disse o deputado André Fernandes ao compartilhar o trecho mais polêmico do filme em suas redes sociais.

“Filme da Netflix com o Fábio Porchat normalizando pedofilia e tratando como comédia!!! Que negócio mais nojento e criminoso”, dizia um dos milhares de tuítes sobre o assunto neste domingo.

“A comédia não é licença para banalizar o abuso sexual de menores! É preciso bom senso, pois tudo tem limite. As cenas são repugnantes!”, comentou Marisa Lobo, presidente do PTB-Paraná.