Estação do metrô inacabada no RJ será aterrada

O governador do Rio de Janeiro, Wilson Witzel, vai aterrar o buraco onde ficaria a estação de metrô da Gávea na Linha 4, cujas obras estão paradas desde 2015 e oferecem risco aos prédios próximos. O local foi inundado com 36 milhões de litros d’água. Um dos principais motivadores desta decisão é o alto custo da obra. Um relatório do Tribunal de Contas do Estado concluiu que, só para estabilizar a estrutura e evitar perigo no entorno, o Estado teria de fazer novos investimentos da ordem de R$ 300 milhões.



“Infelizmente, nós não temos este dinheiro. O dinheiro que estamos recebendo não pode ser destinado para fazer a obra de extensão de metrô da Gávea, enquanto na Rocinha estamos com aquele deslizamento de terra, com esgotamento sanitário a céu aberto, com a população mais pobre sofrendo. Agora é hora de olharmos para os pobres, de olharmos para as pessoas mais carentes, para que possamos fazer as obras nas comunidades. A Rocinha é o primeiro modelo da “Comunidade Cidade” que vai ser lançado este mês, no dia 23. Mas iremos construir outros”, disse o governador.



Das seis estações previstas no projeto da Linha 4, que começou a ser implantado em 2010, a da Gávea é a única inacabada. A estação deveria ter ficado pronta para os Jogos Olímpicos do Rio. Depois, com atraso no cronograma, o estado chegou a divulgar que o terminal seria inaugurado em dezembro de 2016, mas a construção — marcada por suspeita de superfaturamento — foi interrompida em 2015.



Em nota, a Secretaria de Estado de Transportes afirmou que a decisão de aterrar a estação se deu em função das dificuldades financeiras enfrentadas pelo governo do estado. De acordo com o órgão, a medida anunciada custará menos do que a conclusão das obras.



Só a supermáquina alemã de 11,5 metros de altura, 123 de comprimento e 2,7 mil toneladas consome R$ 2,9 milhões por mês para conservação. O equipamento usado para escavar túneis, feito sob medida para o solo carioca, foi comprado por R$ 100 milhões pelo consórcio responsável pelas obras, formado por Odebrecht, Queiroz Galvão e Carioca Engenharia.