Paralisação dos rodoviários do BRT coloca cidade do Rio em Estágio de Mobilização A cidade do Rio de Janeiro está em Estágio de Mobilizacão por conta da greve dos rodoviários do BRT. A prefeitura montou um plano de contingência e conseguiu manter em operação apenas a linha Santa Cruz-Alvorada, mas operada por ônibus comuns. Os corredores  “Transcarioca e Transolímpica estão paralisados”.

Os passageiros devem optar pelos trens, metrô e ônibus circulares, que já estão mais cheios que o normal.

Os motoristas reivindicam melhores condições de trabalho, segurança e reajuste salarial. O movimento ocorre nove dias após a prefeitura ter decretado a caducidade parcial dos contratos de concessão (17) assumindo em definitivo a operação do BRT pela estatal Mobi-Rio até a realização de uma nova licitação para operar o sistema.

O prefeito Eduardo Paes diz que o movimento teria o apoio dos empresários de ônibus, descontentes com a perda da operação do sistema:

— Tem empresário de ônibus insatisfeito com a encampação e usando trabalhadores do BRT para reconquistar a concessão. Lamento informar que eles não serão bem-sucedidos. Estamos trabalhando para restabelecer o sistema — disse Paes por intermédio de uma rede social nesta manhã.

O prefeito disse que a paralisação é ilegal, porque não houve uma comunicação prévia para que a cidade se preparasse para amenizar os impactos para a população.

Apenas o itinerário Santa Cruz-Alvorada no corredor Transoeste está operando, mas com veículos comuns. O esquema foi montado com coletivos alugados que normalmente são usados como linhas alimentadoras para deslocar passageiros até terminais rodoviários do BRT na Zona Oeste. Nos demais corredores, a opção é procurar linhas comuns.

Terminais de vários corredores, como o de Madureira, ficaram superlotados. Os passageiros recorreram a vans e aplicativos, que aumentaram de preço por conta da tarifa dinâmica.

Ao todo, 480 motoristas trabalham no BRT, segundo informações do Sindicato dos Rodoviários, que divulgou uma nota sobre a paralisação.

''Eles reivindicam que seja realizado um novo contrato que garanta todos os direitos dos funcionários, incluindo férias, 40% do FGTS em caso de demissão, auxílio-desemprego, reajuste salarial, ticket-alimentação, plano de saúde, pagamento de horas extras, além da contratação de funcionários que foram afastados pelo INSS porque estão com problemas de saúde'', disse o sindicato no comunicado.

Mais cedo, em nota, a prefeitura disse que não recebeu comunicado sobre a paralisação ou pauta de reivindicações:

“Trata-se de uma greve ilegal. Sem qualquer tipo de aviso prévio, os motoristas do sistema BRT entraram em greve. A Prefeitura do Rio, por meio da empresa MOBI-Rio, orienta à população que procure outra alternativa de transporte público para se locomover”.