Bolsonaro critica políticos brasileiros que comemoram liberação do aborto na Colômbia O presidente Jair Bolsonaro (PL) lamentou que a “esquerda” no Brasil esteja festejando e aplaudindo a decisão da Colômbia de descriminalizar a interrupção da gravidez até a 24ª semana de gestação. Bolsonaro comentou o assunto em seus perfis nas redes sociais: “No Brasil, a esquerda festeja e aplaude a liberação do aborto até o 6° mês de gestação, lamentavelmente aprovado na Colômbia. Trata-se da vida de um bebê que já tem tato, olfato, paladar e que já ouve a voz de sua mamãe. Qual o limite dessa desumanização de um ser inocente?”, questionou.

Ontem (22), após a notícia repercutir em todo o mundo, políticos brasileiros de partidos de esquerda festejaram a decisão em favor da morte.

A ex-deputada federal Manuela D’Ávila (PCdoB-RS) classificou a decisão da corte colombiana como "histórica!". Mais tarde, após sofrer várias críticas, ela apagou o post. Após a repercussão, a ex-deputada voltou a se manifestar e disse que enfrenta há anos "ataques feitos por parlamentares" que "estimulam a violência contra mim".

Vários prints da “comemoração” de Manuela se multiplicaram nas redes sociais. Um deles foi para no perfil do vereador Carlos Bolsonaro (Republicanos), que usou a tag #AbortoNão para criticar Manuela.

“Manuela D'Ávila fez um tweet pra comemorar a decisão na Colômbia que permitiu o aborto até 24 semanas. Lula ligou pra ela e lembrou que a Esquerda está se escondendo como lobo em pele de cordeiro. Apagou. O print é eterno!”, escreveu acompanhando uma foto em que Manuela e o ex-presidenciável Fernando Haddad aparecem em uma missão na campanha de 2018.

O presidente citou “bebês prematuros que superaram as dificuldades” para defender seu posicionamento contrário ao aborto. “Quantas mães e pais não lutam com todas as forças para proteger a vida de um filho que nasceu prematuro? Quantos não choram quando perdem essa batalha? Essa luta nunca foi, nem nunca será em vão. Ela existe porque existe uma vida humana a ser protegida ali”, disse.

A decisão do tribunal colombiano ampliou a permissão já existente desde 2006 para casos em que há risco de morte para a mulher, má formação fetal e gravidez por estupro. Agora, as mulheres colombianas poderão interromper a gestação até esse período por qualquer motivo, sem punição.

A interrupção da gravidez após a 24ª semana que não atenda os requisitos já previstos na lei de 2006 permanece sendo crime no Código Penal colombiano.