Rainha Elizabeth II presta condolências às vítimas do temporal de Petrópolis O número de mortes provocadas pelas inundações violentas e deslizamentos de terra que atingiram a cidade de Petrópolis na semana passada subiu para 181 na segunda-feira (21), incluindo 29 crianças, disseram autoridades.

Cerca de 110 pessoas continuam desaparecidas, disse a polícia, aumentando o temor de que o número de mortos possa aumentar ainda mais, à medida que equipes de resgate continuam escavando a lama e os destroços deixados pelas chuvas torrenciais da última terça-feira (15).

A tempestade já é a mais mortal da história da cidade serrana do Rio de Janeiro, que foi a capital de verão do império brasileiro no século 19. Ela superou outra tempestade violenta em 1988, que custou 171 vidas.

Quase uma semana após a tragédia, 143 dos 181 corpos recuperados até agora foram identificados, disseram autoridades.

Vinte e quatro pessoas foram resgatadas vivas nas primeiras horas após a tempestade, mas agora há poucas chances de encontrar mais sobreviventes sob os destroços, dizem as autoridades.

O presidente Jair Bolsonaro sobrevoou a zona do desastre na sexta-feira, dizendo que parecia algo "saído de uma guerra".

O Papa Francisco enviou suas condolências após suas orações semanais do Angelus no domingo, e a rainha Elizabeth II acrescentou as dela ontem.

"Estou profundamente triste ao saber da trágica perda de vidas e destruição causada pelas terríveis inundações no Brasil", disse ela.

“Meus pensamentos e orações estão com todos aqueles que perderam suas vidas, entes queridos e lares, bem como os serviços de emergência e todos aqueles que trabalham para apoiar os esforços de recuperação”.

Autoridades dizem que pelo menos 847 pessoas estão sendo alojadas em abrigos depois de perderem suas casas ou serem forçadas a evacuar.

Enquanto isso, chuvas mais violentas no domingo no estado do Espírito Santo mataram duas pessoas, disseram autoridades de emergência.

Nos últimos três meses, pelo menos 230 pessoas morreram em fortes tempestades no Brasil.

Especialistas dizem que as chuvas violentas estão sendo agravadas pelas mudanças climáticas.