Iguá começa a operar serviços de água e esgoto em parte da Zona Oeste do Rio de Janeiro Começaram nesta segunda-feira (07) as operações da Iguá como concessionária dos serviços de água e esgoto no Rio de Janeiro, em evento na Estação de Tratamento de Esgoto (ETE) da Barra da Tijuca. A empresa assume a atuação plena nas regiões de Jacarepaguá, Barra e nos municípios de Miguel Pereira e Paty do Alferes. Com o início da operação, o estado e municípios receberão a segunda parcela da outorga, no valor de cerca de R$ 1,09 bilhão.

A ação também marca o começo das obras de infraestrutura que beneficiarão cerca de 1,2 milhão de pessoas nessas regiões. Entre as primeiras ações previstas, a empresa também apoiará o programa Cidade Integrada recém-lançado pelo governador Cláudio Castro, oferecendo melhorias na comunidade da Muzema.

- Hoje mostramos como é possível fazer políticas públicas com prazos, transparência e com absoluta governança. Em um ano e meio conseguimos tirar a concessão de saneamento do papel. Um processo de muito sucesso, que é fruto de diálogo com os poderes e de muito trabalho em equipe. A Iguá assume hoje não só os serviços, mas também o compromisso de atingir as metas e levar saneamento para a população. Esse é um projeto que vai além do saneamento, que vai levar também mais qualidade de vida, mais saúde, mais empregos, valorização imobiliária, desenvolvimento e dignidade para os cidadãos - disse o secretário de Estado da Casa Civil, Nicola Miccione.

A Iguá fará um investimento de cerca de R$ 2,7 bilhões no Estado. Em Miguel Pereira e Paty do Alferes, realizará o ciclo completo do saneamento básico, com captação, tratamento e distribuição de água tratada, assim como os serviços de esgotamento sanitário. Na capital, a captação e o tratamento da água, produzida na Estação de Tratamento de Água do Guandu, continuará sob responsabilidade da Cedae.

- A operação no Rio de Janeiro permite colocar em prática nossos diferenciais, com excelência e inovação na execução dos serviços de saneamento básico, encantamento dos clientes e sustentabilidade, pilares da nossa gestão estratégica. Chegamos com o propósito de levar mais saúde, dignidade e qualidade de vida para milhares de pessoas, trazendo a expertise da Iguá no setor. Nosso propósito é trabalhar para mudar a vida das comunidades, em conjunto com autoridades e a população – explicou Carlos Brandão, CEO da Iguá.

Na área de atuação da empresa também estão incluídas as seguintes regiões: Barra da Tijuca, Camorim, Cidade de Deus, Curicica, Freguesia (Jacarepaguá), Gardênia Azul, Anil, Grumari, Itanhangá, Jacarepaguá, Joá, Pechincha, Recreio dos Bandeirantes, Tanque, Taquara, Praça Seca (parcial), Vargem Grande, Vargem Pequena e imediações.

- A Iguá, que já presta serviços em outras localidades do país, mostrou capacidade técnica, e a operação assistida deu-se de forma harmônica e contributiva. Suas equipes não economizaram empenho e dedicação. Tenho certeza de que a empresa vai atender as metas e trazer avanços para a região – disse Leonardo Soares, diretor-presidente da Cedae.


Ações na Muzema
O programa Cidade Integrada, lançado recentemente pelo governador Cláudio Castro, também contará com o apoio da concessionária Iguá. A empresa preparou um pacote de medidas para a Muzema, previstos para começar ainda esse mês.

A região receberá pesquisa e manutenção de vazamentos de água e esgoto. Outra melhoria é a instalação de sensores para monitoramento remoto da pressão do abastecimento. A médio e longo prazos, a empresa fará o recadastramento de residências e a implantação de coletores de tempo seco.

A Iguá também prevê projetos de educação socioambiental e curso de capacitação para jovens moradores da comunidade.

A concessão de saneamento
Ao todo, a concessão de saneamento vai contemplar 49 municípios, beneficiando cerca de 13 milhões de pessoas. Serão investidos R$ 80 bilhões em operação e manutenção, além de R$ 32 bilhões de investimentos obrigatórios nos 35 anos de concessão. O projeto prevê R$ 2,6 bilhões para a despoluição da Baía de Guanabara, R$ 2,9 bilhões para a despoluição da Bacia do Guandu e R$ 250 milhões para despoluição do complexo lagunar da Barra da Tijuca.