Polícia prende suspeitos de matar congolês em quiosque na Barra Três homens foram presos nessa terça-feira (1º) suspeitos de agredir até a morte o congolês Moïse Kabagambe em um quiosque na Barra da Tijuca, Zona Oeste do Rio de Janeiro. Imagens divulgadas pela Polícia Civil mostram as agressões ocorridas na noite do dia 24 de janeiro. Segundo o titular da Delegacia de Homicídios da Capital, Henrique Damasceno, os indiciados vão responder por homicídios duplamente qualificado, e terão suas prisões temporárias solicitadas à Justiça.

Segundo a polícia, um dos presos é vendedor de caipirinhas na praia e foi preso em Paciência, também na Zona Oeste. Ele foi identificado apenas como Fábio Silva e, segundo investigações, confessou aos agentes que deu pauladas no congolês. Outro agressor identificado pela polícia é Alisson Cristiano Alves de Oliveira, de 27 anos. Ele se apresentou na 34ª DP (Bangu) e foi levado para a Delegacia de Homicídios do Rio. O outro preso não teve o nome revelado.

Nas imagens gravadas por uma câmera do quiosque, é possível ver que três homens participaram da sessão de violência contra Moïse, que foi brutalmente agredido com pelo menos 30 pauladas, após um início de confusão dentro do quiosque. As circunstâncias da briga ainda estão sendo apuradas pela polícia. Parentes do congolês sustentam que ele tinha ido ao local cobrar uma dívida, já os agressores informaram que ele havia iniciado uma briga dentro do estabelecimento.

O responsável pelo quiosque, que não teve o nome revelado, foi ouvido na 16ª Delegacia de Polícia, na Barra. A defesa dele afirmou que o homem não conhece os agressores. O dono do quiosque também negou que havia dívidas do quiosque com Moïse. Segundo sua defesa, ele estava em casa quando o congolês foi espancado e apenas um funcionário do estabelecimento estava no local no momento das agressões.

O prefeito do Rio, Eduardo Paes, recebeu a família de Moise, na sede da prefeitura. Paes prestou solidariedade à mãe do rapaz, Ivone Lotsove, aos irmãos dele, Djojo e Kevin Lay, e a outros familiares e amigos. O quiosque Tropicalia, onde ocorreu o crime, tem o seu alvará de funcionamento suspenso pela prefeitura.

O governador do Rio, Claudio Castro, se pronunciou em suas redes sociais, dizendo que o crime será solucionado. “O assassinato do congolês Moïse Kabamgabe não ficará impune. A Polícia Civil está identificando os autores dessa barbárie. Vamos prender esses criminosos e dar uma resposta à família e à sociedade”, escreveu Castro.

Entidades e defensores da causa negra estão convocando um protesto, no próximo sábado (5), em frente ao quiosque onde Moise foi morto, pedindo justiça pelo assassinato do jovem.