Aumento da tarifa de trens do Rio é adiado Os passageiros da Surpervia, concessionária dos trens urbanos do Rio de Janeiro, estão livres de um novo aumento da tarifa, pelo menos por enquanto. A empresa, após atendimento à solicitação do Governo do Estado do Rio de Janeiro, decidiu adiar o reajuste para o dia 4 de março. O aumento entraria em vigor amanhã (2/02).

"Apesar de o reajuste do valor da tarifa estar autorizado desde dezembro de 2021 pela AGETRANSP, observado o patamar máximo de até R$ 7,00 (sete reais), a SuperVia e o Estado do Rio de Janeiro trabalham em conjunto no sentido de buscar alternativas que não onerem em demasia os clientes do serviço de transporte ferroviário e, ao mesmo tempo, assegurem as condições econômico-financeiras previstas no contrato de concessão pactuado entre as partes", disse a concessionária em nota.

Assim, o reajuste do valor da tarifa foi adiado pelo prazo de mais 30 (trinta) dias, o que permitirá o Governo do Estado do Rio de Janeiro e a SuperVia concluírem as negociações sobre essa questão.

Cálculo do novo valor

O contrato de concessão da SuperVia prevê o reajuste anual da tarifa com base no IGP-M acumulado. No período compreendido entre 1º de dezembro de 2020 e 30 de novembro de 2021, o índice foi de 17,89%. Importante esclarecer que o cálculo do novo valor é feito com base na tarifa homologada pela AGETRANSP em 2020, ou seja, de R$ 5,90, tarifa que deveria ter sido praticada em 2021. No entanto, a AGETRANSP suspendeu esse reajuste e, desde então, a SuperVia só pode cobrar o valor de R$ 5,00 pela tarifa, ou seja, há um ano vem aplicando R$ 0,90 de desconto na passagem de cada cliente.

A SuperVia alega que, em função da pandemia do coronavírus, desde março de 2020 acumula uma perda financeira de mais de R$ 646 milhões. Atualmente, a concessionária transporta a metade do volume total de clientes em relação ao que era registrado antes da pandemia. De acordo com a concessionária, considerando a pandemia e a crise econômica e social do Rio de Janeiro, a recuperação total do fluxo de passageiros está prevista apenas para 2024.