Quadrilha da Universidade Brasil chegou a desviar mais de R$ 500 milhões do Prouni e do Fies O dono da Universidade Brasil, José Fernando Pinto da Costa, de 63 anos, e outras 18 pessoas foram presos na Operação Vagatomia, que investiga esquema de fraude na concessão do Fies. Bolsas do Prouni e fraudes relacionadas a cursos de complementação do exame Revalida também estão sob investigação.

Costa era o líder da organização criminosa. Ele também ocupava o cargo de reitor e era parceiro financeiro de grandes clubes de futebol, como o Corinthians, Flamengo e Atlético Mineiro.

No início do ano, a PF recebeu denúncias sobre crimes e irregularidades que estariam ocorrendo no campus de um curso de medicina em Fernandópolis.

As vagas para ingresso, transferência e financiamentos FIES para o curso de medicina estariam sendo negociados por até R$ 120 mil por aluno.

Estimativas da Polícia Federal indicam que, nos últimos cinco anos, aproximadamente 500 milhões de reais do Fies e do Prouni foram concedidos de forma fraudulenta.

Os presos foram indiciados pelos crimes de organização criminosa, falsidade ideológica, inserção de dados falsos em sistemas de informações e estelionato majorado. As penas somadas podem chegar a 30 anos de reclusão.

Entre os que compraram as vagas e financiamentos, estão filhos de fazendeiros, servidores públicos, políticos, empresários e amigos dos donos da universidade, “todos com alto poder aquisitivo, que mesmo sem perfil de beneficiário do FIES, mediante fraude, tiveram acesso aos recursos do Governo Federal”, informou a Polícia Federal, que estima que milhares de alunos carentes pelo Brasil foram prejudicados com as fraudes.