Funcionários dos Correios devem entrar em greve

Trabalhadores dos Correios ameaçam entrar em greve a partir de quarta-feira (04). A categoria não conseguiu chegar a um acordo com a direção da empresa sobre condições salariais. O impasse pode significar atrasos na entrega de faturas e encomendas. Caso a greve se concretize, o consumidor deve ficar atentos aos procedimentos para não ficar no prejuízo.



Encomendas

O consumidor que contratar serviços dos Correios, como a entrega de encomendas e documentos, e estes não forem prestados, tem direito ao ressarcimento ou abatimento do valor pago. Em caso do atraso ou a não entrega vir a acarretar dano moral ou material, cabe acionar a empresa na Justiça em busca de uma indenização.



Compras à distância

Quem adquiriu produtos de empresas que fazem a entrega pelos Correios deve estar ciente de que essas empresas são responsáveis por encontrar outra forma para que os produtos sejam entregues no prazo contratado.



Contas a pagar

As empresas que enviam cobrança por correspondência postal são obrigadas a oferecer outra forma de pagamento que seja viável ao consumidor, como internet, sede da empresa ou depósito bancário, entre outras. Essas alternativas devem ser divulgadas amplamente, de forma clara. Mesmo sem fatura, pagamento é obrigatório Atenção: não receber fatura, boleto bancário ou qualquer outra cobrança em que o consumidor saiba ser devedor não o isenta de efetuar o pagamento. Caso não receba os boletos bancários e faturas, por conta da greve, o cliente deve entrar em contato com a empresa credora, antes do vencimento, e solicitar outra opção de pagamento, a fim de evitar a cobrança de eventuais encargos, negativação do nome no mercado ou ter cancelamentos de serviços.



A direção da Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos rejeitou a proposta apresentada pelo vice-presidente do TST, ministro Renato de Lacerda Paiva, de prorrogação das cláusulas do atual acordo coletivo de trabalho e de continuidade da mediação para evitar ação judicial.



Na quarta-feira passada, 28, o vice-presidente da Corte, ministro Renato de Lacerda Paiva, havia decidido prorrogar os termos do acordo coletivo por mais 30 dias a partir de domingo passado, 1º.



Em igual período, haveria a manutenção do plano de saúde para os pais dos empregados que se encontram em tratamento e dos atendimentos de urgência e de emergência.