Djokovic vence batalha na justiça contra governo da Austrália e poderá jogar sem se vacinar Jogador de tênis número um do mundo Novak Djokovic  venceu nesta segunda-feira (10) a batalha legal em sua tentativa de permanecer na Austrália, com um tribunal ordenando sua libertação imediata da detenção de imigração.

"Novak Djokovic foi libertado da detenção de imigração, considerando a decisão do governo de revogar o visto do tenista para entrar no país", disse o juiz Anthony Kelly.

O juiz ordenou que Djokovic fosse solto em 30 minutos e seu passaporte e outros documentos de viagem devolvidos a ele, reacendendo a chance do número um do mundo de ganhar o 21º Grand Slam no próximo Aberto da Austrália.

No entanto, advogados do governo federal disseram ao tribunal que o ministro da imigração do país se reservava o direito de exercer seu poder pessoal para revogar novamente o visto de Djokovic.



Com o governo australiano enfrentando uma derrota humilhante e de alto nível, o advogado Christopher Tran informou ao juiz que o ministro da imigração, Alex Hawke, pode intervir com poderes executivos e ainda pode cancelar o visto do astro do tênis por novos motivos.

"Fui instruído (o ministro) a considerar se deve exercer um poder pessoal de cancelamento", disse ele.

Djokovic, de 34 anos, estava detido em um hotel de imigrantes ao lado de detentos que buscam asilo a longo prazo desde quinta-feira (06). Ele teve permissão para comparecer aos gabinetes de seus advogados para as audiências virtuais, mas não foi visto em público desde que chegou à Austrália.


Seus advogados argumentaram que uma infecção recente de Covid-19 qualificou Djokovic para a isenção médica de uma exigência para que os cidadãos não australianos que entrassem no país recebessem a dupla vacinação.

O governo australiano, no entanto, disse que os não-cidadãos não tinham o direito de entrada garantida na Austrália, questionou sua isenção reivindicada e enfatizou que, mesmo que Djokovic ganhe a ação judicial, ele se reserva o direito de detê-lo novamente e removê-lo do país.