Repórter ironiza fé do tenista Djokovic

A genialidade do número 1 do tênis mundial tem sido ignorada por grande parte da imprensa que levantou uma verdadeira campanha contra Novak Djokovic, desde que ele teve seu visto recusado ao tentar entrar na Austrália sem tomar a vacina contra a covid-19. Até mesmo a fé ortodoxa do atleta foi tratada pejorativamente por aqueles que decidiram chamá-lo de “negacionista”.

O repórter de tênis do New York Times, Ben Rothenberg, tuitou após a notícia da rejeição do visto de Djokovic que o sérvio havia sido "descontroladamente anticientífico" ao longo dos anos e ironizou o fato de ele acreditar ser possível purificar a água através da oração e da fé.

“Não vamos perder de vista o quão anticientífico Djokovic tem sido publicamente há anos”, começou Rothenberg. “Aqui estava ele no ano passado pregando sobre como você pode mudar a água com oração”, comentou com um vídeo da mensagem do tenista.

O ex-repórter do New York Times Steven Greenhouse disse que era “triste ver um jogador de tênis tão brilhante juntar-se aos antivacinas, anticientíficos e pró-estúpidos”.

Djokovic teria chegado à Austrália confiando no fato de ter contraído o vírus nos últimos seis meses.

O editor político do noticiário 9 News, Chris O'Keefe, revelou que a Confederação de Tênis da Austrália abordou o Grupo Consultivo Técnico Australiano sobre Imunização (ATAGI) sobre a "imunidade natural" de Djokovic, apenas para tê-la repelida.

O'Keefe relatou a crença de que a imunidade natural após contrair covid é “reconhecida em vários países europeus, não reconhecida na Austrália”.

O presidente sérvio, Aleksander Vucic, prometeu que sua nação lutaria contra os “maus tratos” dispensados ao astro do tênis, de 34 anos, e com nove títulos do Aberto da Austrália.

Mais tempo

Djokovic passará pelo menos mais 72 horas em um hotel de Melbourne antes da próxima audiência, marcada para a próxima segunda-feira (10), em sua disputa para reverter uma proibição de entrada na Austrália.

O sérvio está detido em um quarto do hotel Carlton, 5 quilômetros ao norte do Melbourne Park, após autoridades cancelarem seu visto quando ele chegou na Austrália na noite da última quarta-feira.

Em uma audiência na quinta-feira, os representantes do atleta e do ministro da Imigração chegaram a um acordo para que nenhuma medida fosse tomada para deportar o vencedor de 20 Grand Slams do país antes da audiência de segunda-feira em um tribunal federal.

A audiência acontecerá uma semana antes do início do Aberto da Austrália de 2022, um torneio no qual Djokovic tenta o 10º título, e o recorde de 21 títulos de Grand Slam na categoria masculina.