Jornalista da Globo anuncia onda de Ômicron e é chamado de Cavaleiro do Apocalipse Guga Chacara, que é comentarista de política internacional da Globo News, resolveu anunciar um “tsunami” da variante Ômicron do Coronavírus. Via Twitter e sem apresentar dados técnicos, o jornalista cravou na noite desta quarta-feira: “Vem um tsunami da Ômicron, infelizmente”.

Imediatamente, seguidores rebateram Guga. E houve até quem o chamasse de “Cavaleiro do Apocalipse”, em referência aos quatro personagens descritos na terceira visão profética do apóstolo João no livro bíblico da Revelação e que anuncia: peste, guerra, fome e morte.

“Mensageiro do apocalipse. Sua emissora está quebrada, e vc querendo que nosso país quebre junto. Não vamos mais ficar em casa, esqueça!!”, comentou um internauta.

Vários outros comentários acusaram Guga Chacara e sua emissora de tentarem espalhar o terror entre a população com a intenção de enfraquecer a economia do país.

“A #GloboLixo precisa de catástrofes pré-fabricadas para audiência, né Guga? Vocês querem o caos. Vocês trabalham para destruir o Brasil. Vocês são nojentos”, comentou outra seguidora.

Outros também acusaram a emissora de Guga de defender interesses próprios, sugerindo que uma possível onda de alarmes estaria sendo preparada para depois do Carnaval, para não atrapalhar sua transmissão.

“Antes ou depois do Carnaval? A Globo já desistiu de passar o desfile?”, disse um.

O que diz a ciência

No início de dezembro, a Organização Mundial da Saúde alertou: não entrem em pânico com a variante Ômicron. Segundo comunicado da OMS, é preciso ter cautela e se preparar para lidar com ela.

Durante uma conferência realizada no dia 3 de dezembro, a cientista-chefe da entidade, a médica indiana Soumya Swaminathan, disse que a situação agora é muito diferente do que ocorreu há um ano.

Enquanto isso, o diretor de emergências da OMS, Mike Ryan, ponderou que o mundo tem "vacinas altamente eficazes" contra a covid-19 e que o foco deveria estar em distribuí-las de forma mais ampla. Ele também afirmou que, até o momento, não há nenhuma evidência de que seja necessário mudar o esquema de doses ou adaptar os imunizantes à nova variante.