Posse de André Mendonça no STF terá cerimônia enxuta e culto A posse de André Mendonça como ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) está marcada para esta quinta-feira (16), às 16h. Indicado pelo presidente Jair Bolsonaro (PL) para assumir a vaga deixada pelo, agora aposentado ministro Marco Aurélio, Mendonça foi sabatinado pelo Senado no início de dezembro, quando obteve a aprovação de 47 senadores. Outros 32 foram contrários. 

A cerimônia será presencial, porém, em razão das medidas sanitárias por conta da pandemia de Covid-19, o número de convidados foi limitado: no máximo 60 (para uma capacidade de 170 pessoas). Além disso, eles deverão apresentar o cartão de vacinação ou comprovante de exame PCR negativo feito até 72 horas antes do evento. O presidente Bolsonaro confirmou presença e já enviou, na quarta-feira (15), um teste negativo para o coronavírus. 

A solenidade, que deverá ter duração média de 15 minutos, será aberta pelo presidente do Supremo, ministro Luiz Fux. Atual decano da Corte, Gilmar Mendes não estará presente, pois está em viagem a Portugal. Por isso, caberá a Ricardo Lewandowski, o mais antigo ministro em exercício presente, conduzir Mendonça em sua entrada no plenário, junto com o ministro mais novo, Kassio Nunes Marques, que se aproximou dele nos últimos meses. Então, o diretor-geral do tribunal lerá o termo de posse que vai ser assinado por Mendonça. Feito isso, ele será declarado empossado por Fux. 

Após a posse, haverá um culto em ação de graças no Santuário Nacional da Assembleia de Deus (Ministério de Madureira), uma das denominações que mais apoiou Mendonça durante a “campanha” para o STF.

A indicação de Mendonça sofreu tentativa de enfraquecimento por quatro meses por parte do senador Davi Alcolumbre (DEM-AP), presidente da Comissão de Constituição e Justiça do Senado, que se recusava a marcar sua sabatina. Ele preferia que fosse indicado para o STF Augusto Aras, e outros senadores queriam Humberto Martins.