Michelle Bolsonaro é massacrada por orar e falar em línguas e recebe apoio até do prefeito do Rio

Caiu nas redes sociais o vídeo em que a primeira-dama Michelle Bolsonaro aparece pulando, falando em línguas e dando glórias a Deus, ao cumprimentar o novo ministro do Supremo Tribunal Federal André Mendonça, após ele ter sido sabatinado no Senado. A grande mídia ironizou o comportamento de Michelle, que é evangélica, membro da Igreja Batista Atitude.

Apoiadores do presidente Jair Bolsonaro classificaram as críticas à primeira-dama como “intolerância religiosa”.

Nos comentários do vídeo compartilhado pelo jornalista Guilherme Amado, do site Metrópoles, milhares de pessoas se manifestaram de forma preconceituosa.

“Ela está falando em línguas. Suspeita de integrar esquema de rachadinha fala em línguas. É o tuíte”, escreveu a repórter Gabriela Moreira do Sport TV, da Rede Globo.

O prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes (PSD), apesar de não ser evangélico e não apoiar o governo Bolsonaro, se solidarizou com a primeira-dama.

“Lamentável quantos posts, a partir dessa notícia, cuspindo preconceito contra a fé dos outros. São os mesmos que vivem reclamando de discriminação. Minha solidariedade à primeira-dama. Que ela possa manifestar sempre sua fé com liberdade. Em tempo: é a minha opinião. Se você tem  outra, ok”, escreveu Paes.

Um seguidor chamou de “estranho” ser atacado por ser cristão:

“Que país estranho! Agora é proibido ser cristão, acreditar em Deus, orar, rezar... O legal é ir pra p***, roubar, usar droga, não acreditar em nada, fazer aborto...”

Michelle Bolsonaro preferiu ignorar as manifestações contrárias ao seu apoio ao ministro “terrivelmente evangélico”, a quem chama de “irmão em Cristo”.

“André Mendonça, nosso irmão em Cristo e, agora Ministro do Superior Tribunal Federal. O nosso Deus é justo e fiel, cumpriu o que prometeu. Deus faz da forma dele e ninguém pode impedir. Foi Deus quem te escolheu, meu irmão. Seja forte e corajoso”, tuitou a primeira-dama logo após a escolha do novo ministro.