Rio deve ganhar 550 novas vagas para tratamento de dependentes químicos em unidades terapêuticas O Governo do Estado anunciou na quinta-feira (25), durante o Simpósio de Cuidado e Prevenção às Drogas, o lançamento de edital para a abertura de 550 novas vagas de atendimento para dependentes químicos em comunidades terapêuticas fluminenses. O investimento é de cerca de R$ 10 milhões. O Rio de Janeiro possui atualmente 300 comunidades terapêuticas cadastradas realizando acolhimento a mais de 10 mil dependentes químicos.

- Por determinação do governador Cláudio Castro, estamos lançando um edital de chamamento público para ofertar 550 novas vagas nas comunidades terapêuticas, para que elas continuem atendendo ou até mesmo possam ampliar o acolhimento. Essa é uma ação conjunta do governo, que visa dar oportunidade aos que precisam desse atendimento. São vagas que serão oferecidas ainda este mês. Além disso, essa oferta também vai apoiar um projeto recém-lançado, o Hotel Acolhedor, que visa o acolhimento de moradores de rua, que poderão agora ser encaminhados para essas comunidades também – disse o secretário de Estado de Desenvolvimento Social e Direitos Humanos, Matheus Quintal, durante o simpósio na Casa de Cultura Laura Alvim, em Ipanema, Zona Sul carioca.

Na ocasião, foi assinado um Termo de Cooperação Técnica com o Ministério da Cidadania, para monitoramento e fiscalização às comunidades terapêuticas do estado cadastradas. O simpósio contou com a participação do secretário Nacional de Cuidados e Prevenção às Drogas, Quirino Cordeiro Júnior.

- Cerca de 90% das comunidades terapêuticas são administradas por instituições filantrópicas. O papel do Estado é acolher e encaminhar os dependentes para estas comunidades, mas também de viabilizar recursos e garantir que o atendimento seja feito de forma completa e segura. A porta de entrada pode ser por meio de um hospital, ou de um centro de atendimento de um projeto do Estado. Normalmente, a comunidade é a última instância do tratamento. Por isso é importante que esse convênio seja amplo e eficaz – disse o subsecretário de Cuidados Especiais, Marcos Salles.

O objetivo do simpósio foi debater sobre o papel das comunidades terapêuticas, o acompanhamento aos acolhidos, as questões sanitárias, a infraestrutura, tratamentos oferecidos e os profissionais que estão atendendo essa população. Além de oferecer recursos para viabilizar o atendimento, o Governo do Estado também tem o papel de monitorar o acolhimento aos dependentes químicos feito nestas instituições.