Copiloto vítima do acidente aéreo que matou Marília Mendonça era servo de Deus Os corpos do piloto Geraldo Medeiros, de 56 anos, e do copiloto Tarciso Viana, de 37, foram sepultados neste domingo (7) no Distrito Federal. Os dois estão entre as cinco vítimas do acidente com o avião que levava a cantora Marília Mendonça. A aeronave caiu em Piedade de Caratinga, no Vale do Rio Doce, no oeste de Minas Gerais, na sexta-feira (5). Além da cantora, também morreram no acidente o tio e assessor de Marília, Abicieli Silveira Dias Filho, e o produtor Henrique Ribeiro, além dos dois tripulantes.

O copiloto Tarciso Pessoa Viana era um “servo de Deus”, segundo descreveu uma irmã da vítima, a empresária Nádia Viana.

Ela disse ao G1, que “ele era um servo de Deus. Lutou muito para ser piloto e morreu fazendo o que amava, voando.”.

Tarciso vivia em Samambaia, no Distrito Federal, e deixou dois filhos, de 5 e 22 anos, além da esposa grávida de 7 meses. 

Tarciso recebeu homenagens de outra irmã e dos sobrinhos nas redes sociais. “Deus nos deu, Deus levou. Bendito seja o nome do Senhor. Até a eternidade meu mano véi como te chamava carinhosamente. Quem te conheceu sabe que você era imagem e semelhança de Deus e está na glória com ele desfrutando do que ele acredita, do que ele plantava aqui a todos. Deus nosso criador nos promete a vida eterna. Cremos nisso como cristãos”, escreveu a irmã Nágila do Vale nas redes sociais.

Evangélico, Tarciso era coordenador do grupo de casais em uma igreja na quadra 405 de Samambaia Norte. De acordo com o sobrinho Rudson, o tio sempre priorizou os momentos em família, e tentou mostrar, ao longo da vida, a importância dos laços sanguíneos. Para o sobrinho, esse é o legado que deixa.

“Minha família é pequena, mas sempre fomos muito unidos. Meus avós são cearenses, fizeram a vida em Brasília e, aqui, tiveram três filhos. Nossa família é pequena, mas se ama muito. E estamos nos apoiando um no outro para passar por esse momento difícil”, disse Rudson.

O avião que caiu em uma cachoeira, próximo ao aeroporto de Caratinga/MG, era da empresa Pec Táxi Aéreo Ltda e estava com o Certificado de Verificação de Aeronavegabilidade (CVA) válido até 1º de julho de 2022. Após o acidente, o Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa), órgão do Comando da Aeronáutica, foi acionado para investigar as causas da tragédia.

Na tarde de sábado, a Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig) divulgou um comunicado sobre o acidente. Segundo a nota, a "linha de distribuição atingida pela aeronave prefixo PT-ONJ, no trágico acidente de ontem, está fora da zona de proteção do Aeródromo de Caratinga, nos termos de Portaria específica do Departamento de Controle do Espaço Aéreo (Decea), do Comando da Aeronáutica Brasileiro".

A empresa disse ainda que as investigações das autoridades irão esclarecer as causas do acidente.