Filhos e apoiadores de Bolsonaro comemoram decisão do TRF de reabrir caso Adélio Bispo Um mesmo post foi replicado nas redes sociais por três dos cinco filhos do presidente Jair Bolsonaro, na manhã desta quinta-feira (04), repercutindo a decisão do TRF-1 de reabrir a investigação sobre a facada no então candidato à presidência da República às vésperas das eleições de 2018, no dia 6 de setembro, em Juiz de Fora/MG. Rapidamente a publicação viralizou entre os milhares de apoiadores do presidente.

No post, os filhos do presidente deixam o recado direto: "Temos o direito de saber quem mandou matar nosso pai", se referindo ao atentado sofrido por Bolsonaro em Juiz de Fora. Na ocasião, Adélio Bispo, homem que desferiu a facada, foi preso. Ele alegou ter agido por conta própria.

Foi ontem (03) que o Tribunal Regional Federal (TRF) da 1ª Região, sediado em Brasília, decidiu rejeitar um recurso que impedia a retomada das investigações sobre o atentado contra Bolsonaro. O caso envolve a suposta participação de pessoas que seriam os mandantes ou teriam atuado em parceria com Adélio Bispo, autor da facada. 

O colegiado rejeitou um recurso da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) que contestava medidas de busca e apreensão determinadas pela Justiça Federal em 2019 contra advogados particulares que se apresentaram para defender Adélio. 

Ao comentar o resultado o julgamento, o advogado Frederick Wassef, representante de Bolsonaro, disse que a morte do presidente foi encomendada e a Polícia Federal (PF) poderá prosseguir com as investigações. 

Segundo Wassef, a partir de agora, imagens de câmeras que mostrariam o encontro de pessoas que contrataram os advogados particulares e celulares apreendidos poderão ser analisados. 

“Todas as informações, todos os elementos colhidos até o momento pela Polícia Federal e outros mais que serão colhidos poderão ser usados na investigação. Isso acarretará no desdobramento de novas investigações e até abertura de novos inquéritos policiais para chegar à autoria, aos mandantes, quem encomendou a morte de Jair Bolsonaro, quem pagou, quem está por detrás disso”, afirmou. 

Em junho de 2019, Adélio Bispo foi absolvido pela facada. A decisão foi proferida após o processo criminal que o considerou inimputável por transtorno mental. 

Na decisão, o magistrado responsável pelo caso decidiu também que ele deveria ficar internado em um hospital psiquiátrico por tempo indeterminado. No entanto, diante de sua periculosidade e da falta de vagas, Adélio permanece no presídio federal de Campo Grande, onde está preso desde o atentado.