Campanha De acordo com a Organização Mundial de AVC (World Stroke Organization), o acidente vascular cerebral, mais conhecido como derrame, afetará uma a cada quatro pessoas no mundo ao longo da vida, sendo que é altamente incapacitante, pois aproximadamente 70% dos pacientes ficam com sequelas e 50% se tornam dependentes. Para ajudar a mudar esse cenário a farmacêutica Boehringer Ingelheim lançou este mês campanha "A Vida Conta e o AVC não espera".

A ação conta com a participação especial do ator e apresentador Lucio Mauro Filho, cujo pai, o comediante Lucio Mauro, faleceu em 2019 por causa da doença. O ator narra o vídeo-tema da campanha e ensina o público a identificar os sinais do AVC, enfatizando a necessidade de buscar atendimento rápido.


"A cada minuto sem atendimento dois milhões de neurônios morrem. Assim que começarem os sintomas, vá imediatamente para um centro de atendimento especializado em AVC, porque cada minuto faz a diferença para salvar o cérebro e tentar recuperar a sua função evitando sequelas futuras. Por isso, a campanha se chama A Vida Conta, porque a gente não pode esperar, já que cada minuto é fundamental ", afirma a Dra. Sheila Martins, presidente eleita da World Stroke Organization.


O Brasil registra anualmente cerca de 400 mil novos casos de doenças cardiovasculares e aproximadamente 101 mil mortes provocadas pelo AVC. Em 2019, o Sistema Único de Saúde (SUS) registrou mais de 223 mil internações por AVC e, no mesmo ano, a doença foi responsável por 1,52 milhão de dias de internação nos hospitais públicos.


Nesta sexta-feira, 29 de outubro, celebra-se o Dia Mundial de Combate ao Acidente Vascular Cerebral, data importante para ressaltar os sinais de alerta da doença. Porém, antes de mais nada é importante saber o que é a enfermidade e conhecer seus principais sinais.

O Acidente Vascular Cerebral (AVC) é uma doença causada pela interrupção de fluxo em vasos sanguíneos do sistema nervoso central (subtipo isquêmico) ou pelo extravasamento de sangue dos mesmos vasos (subtipo hemorrágico)5. Os principais alertas são a perda súbita de força ou formigamento de um lado do corpo (face e/ou membros), dificuldade de falar ou compreender a fala, perda visual súbita em um ou ambos os olhos, tontura, perda de equilíbrio e/ou coordenação, dor de cabeça intensa e sem causa aparente.


Portanto, quando perceber alguns desses sintomas, é recomendado procurar o serviço de urgência rapidamente, para que seja feita uma avaliação médica. Para facilitar o reconhecimento da doença, existe uma técnica que ajuda a identificar quando uma pessoa está sofrendo um AVC. As quatro etapas seguem a abreviação "SAMU":


• Sorriso - peça para a pessoa sorrir. Note se um lado do rosto não mexe.
• Abraço - veja se o paciente consegue elevar os dois braços como se fosse abraçar.
• Música - solicite que a pessoa cante uma canção ou fale uma frase e atente para a voz "enrolada" ou arrastada.
• Urgente - caso identifique um ou mais desses sinais, dirija-se a um atendimento médico de urgência.


Para evitar um quadro de AVC é importante estar atento aos principais fatores de risco, que podem ser divididos em não modificáveis e tratáveis. Dentre os não modificáveis está a idade, pois conforme ela aumenta maior é a chance de ter um AVC. De acordo com a Sociedade Brasileira de Doenças Cerebrovasculares, a prevalência aumenta após os 55 anos de idade. Já os tratáveis dizem respeito à prevenção e ao cuidado com a pressão alta, obesidade, sedentarismo, colesterol elevado, doenças do coração como arritmias, diabetes, tabagismo e alcoolismo.


"É fundamental sabermos que existe tratamento, mas mais importante ainda é sabermos que o AVC tem prevenção em 90% dos casos. Então, saber quais são esses fatores de risco e tratá-los adequadamente pode salvar uma vida", ressalta Dra. Sheila Martins.


O tratamento do AVC, seja isquêmico ou hemorrágico, requer a ida ao hospital o mais rápido possível ao notar qualquer um dos sintomas, já que 'tempo é cérebro', pois a cada minuto sem atendimento, a pessoa que está sofrendo um AVC perde cerca de 2 milhões de neurônios. Somente o médico pode realizar o diagnóstico correto e o tratamento adequado ao paciente.