A polícia investiga se Flávio dos Santos, filho biológico da pastora e deputada Flordelis, foi o único a apertar o gatilho no assassinato do pastor Anderson do Carmo. No segundo depoimento prestado na Divisão de Homicídios de Niterói e São Gonçalo, Daniel dos Santos de Souza, filho de Flordelis de Anderson, afirma que, entre a sequência de tiros, viu, da janela de seu quarto, o que pareciam ser “vultos de três pessoas” próximos à garagem.



O novo depoimento de Daniel levanta a suspeita de que mais pessoas poderiam estar com Flávio na cena do crime na hora dos disparos.



Daniel, que vivia em um quarto fora da residência principal, tinha uma visão da parte da frente da casa e de parte da entrada da garagem. Em depoimento, ele contou que foi possível ver as “sombras” em uma das paredes graças à iluminação de um refletor.



Daniel, que segundo alguns depoimentos prestados por familiares de Anderson pode não ser filho biológico do casal e também ser adotado, foi um dos primeiros moradores da casa a levantar suspeita sobre o envolvimento de Flordelis no crime. Em seu segundo depoimento à polícia ele revelou ainda que foi procurado pela parlamentar em duas ocasiões. Segundo ele, a pastora queria saber se era ele quem estava vazando informações sobre o caso para a imprensa.



Daniel disse ainda que, temendo escutas na casa, Flordelis teria escrito num papel um aviso para ele: “peguei o celular do seu pai, quebrei e jogamos no mar”. Até hoje o celular do pastor não foi encontrado.



A polícia deve fazer nas próximas semanas uma reprodução simulada do crime. Um dos objetivos é confirmar e confrontar, pela dinâmica de disparos, a versão de Flávio. Em depoimento, o filho biológico de Flordelis contou que agiu sozinho e que teria disparado por raiva de Anderson, que, segundo ele, teria “passado a mão em uma de suas irmãs”.