Minas Tênis Clube demite Maurício após atleta criticar Superman bissexual O Minas Tênis Clube decidiu rescindir o contrato do jogador Maurício Souza, após ser pressionado por patrocinadores. O anúncio foi feito nas redes sociais do clube, sem explicar razões ou de que forma se dará a dispensa.

A demissão é a quarta mudança de postura do Minas em menos de 48 horas. A primeira posição do clube, expressa na segunda-feira à noite, foi no sentido de defender o direito de o jogador expressar sua opinião nas redes sociais.

Toda a polêmica começou no dia 12 de outubro, quando Maurício postou em seu perfil no Instagram uma mensagem criticando o fato de o novo Superman ter se assumido bissexual nos quadrinhos. Por duas semanas, o Minas discutiu o que fazer, e chegou à conclusão que não teria como demitir o jogador por justa causa.

“Ah é só um desenho, não é nada demais. Vai nessa que vai ver onde vamos parar”, postou o jogador, que recebeu comentários de apoio de outros atletas do vôlei, como Wallace e Sidão.

Grupos LGBTQIA+ passaram a perseguir o atleta e o clube nas redes sociais. Uma verdadeira onda de cancelamento que chegou aos patrocinadores do Minas. Ontem (26), Fiat e Gerdau exigiram que o clube tivesse uma postura mais rígida, e que o fizesse de forma urgente.

Em reunião, a diretoria decidiu afastar Maurício, multá-lo, mas dar a ele a opção de se retratar publicamente. Ele fez isso em uma conta no Twitter , enquanto sua conta no Instagram que estava com 250 mil seguidores, ganhou outros 70 mil.

O Minas considerou que a retratação no Twitter era suficiente, mas hoje pela manhã foi informado por Fiat e Gerdau, que dão nome à equipe, que as patrocinadoras não estavam satisfeitas.

Momentos antes da demissão, Maurício postou um vídeo em sua conta no Instagram pedindo desculpas por "defender o que acredito".

“Vim aqui para pedir desculpas a todos que se sentiram ofendidos com a minha opinião, por eu defender aquilo que eu acredito. Não foi a minha intenção. Assim como vocês defendem o que vocês acreditam, eu também tenho o direito de defender o que eu acredito. E precisamos brigar por isso”, disse o central.

No vídeo, Maurício ressaltou que sempre respeitou todos os homossexuais. Inclusive, disse não entender o que de fato tinha feito mas estava certo de que não tinha cometido crime algum, pois a polícia não havia batido na porta da sua casa.

“Infelizmente, a gente não pode mais dar opinião, não pode mais colocar os valores acima de tudo, os valores de família, os valores do que a gente acredita. Mas os valores de vocês a gente tem que respeitar a qualquer custo, ou a gente é tachado como homofóbicos ou preconceituosos. Eu não concordo com isso (...) Eu não sei o que eu fiz, se foi algum crime, mas se fosse algum crime eu já estava preso, a polícia já teria vindo aqui em casa me prender. Eu acho que não foi crime nenhum o que eu fiz”, reforçou.