Igreja emite nota após casal de membros ser acusado de racismo Um casal se vestiu de “nega maluca” para ir a uma festa à fantasia promovida pela Igreja Batista Atitude de Petrópolis, na Região Serrana do Rio de Janeiro, no último sábado (23). Bastou a dupla postar a foto nas redes sociais para receber uma onda de críticas, com acusações de racismo.

A fantasia, com o rosto pintado de preto e peruca afro, foi considerada por movimentos negros como “blackface” — ato de se fantasiar de negro para entretenimento dos brancos, o que geralmente ocorre acompanhado de estereótipos. A publicação foi apagada do perfil após a repercussão negativa. A conta também foi tornada privada.

Em nota assinada pelo pastor Wallace Cardozo, a Igreja Batista Atitude disse que as pessoas que se fantasiaram de negros "não tinham conhecimento do que é 'blackface', portanto, fizeram suas fantasias sem a intenção de serem racistas". O comunicado também afirma que, como igreja, a agremiação religiosa não admite qualquer tipo de discriminação. “Nós amamos a todos, sem exceção, assim como Cristo nos ensina em João 13.34”.

Apesar da onda de críticas, vários internautas chamaram a acusação de “mimimi”.

“Se a pessoa for se fantasiar de saci terá que pintar o rosto e acho que não é ridicularizar o negro! Isso porque sou negro e acho que tem muito mais racismo oculto em pessoas do que uma simples fantasia”, comentou o @kyo_caio.

“É muita palhaçada. O blackface existiu realmente, mas vir e dizer que ir em uma festa à fantasia é denegrir a imagem do negro em pleno século 21 é chatice demais. Nada pode, tudo é racismo...”, disse @jboliveira_personal.

“Se alguém se fantasia de Pelé ou de Ronaldinho Gaúcho então será racismo? Realmente está cada dia mais difícil conviver sem ofender alguém no Brasil”, desabafou @fabiofrts

(Foto / Reprodução Instagram)