Gangue pede US$ 1 milhão por resgate de cada um dos 17 missionários sequestrados no Haiti Os criminosos do Haiti que sequestraram 17 missionários dos Estados Unidos e do Canadá na semana passada pediram um resgate de US$ 1 milhão (equivalente a R$ 5,5 milhões) por cada um dos sequestrados. O total chega a US$ 17 milhões (quase R$ 95 milhões).

Uma fonte das forças de segurança do Haiti acredita que uma das gangues mais poderosas do país, a 400 Mawozo, esteja por trás do sequestro.

Os missionários trabalham para a organização Christian Aid Ministries, com sede nos Estados Unidos. Eles haviam acabado de visitar um orfanato na semana passada, no subúrbio da capital haitiana, Porto Príncipe, quando foram rendidos em uma estrada e levados.

O Departamento de Estado (é o órgão de governo responsável por relações internacionais) não forneceu detalhes sobre a busca pelos reféns, mas disse no sábado que a segurança dos americanos no exterior "é uma de suas principais prioridades".

Em agosto, os Estados Unidos instaram seus cidadãos a não viajarem ao Haiti devido a sequestros e problemas políticos.

O Centro de Análise e Pesquisa em Direitos Humanos, com sede em Porto Príncipe, registrou um aumento alarmante dos sequestros no Haiti: foram mais de 600 nos primeiros três meses de 2021, um aumento de 231 em relação ao mesmo período de 2020.