Página do Twitter reivindica autoria de capa da IstoÉ acusada de crime de ódio contra Bolsonaro



Página do Twitter reivindica autoria de capa da Istoé acusada de crime de ódio contra Bolsonaro

Após a revista IstoÉ divulgar em suas redes sociais a capa de sua mais recente edição, uma página no Twitter acusou a publicação de plágio. Segundo o perfil @Debocheria, a “arte” que retrata o presidente Jair Bolsonaro como Hitler é de sua autoria.

“Olá Revista IstoÉ. A arte que os senhores estão usando é de minha autoria. Como eu faço para receber o pagamento pelo meu trabalho?”, tuitou.

No entanto, apoiadores do presidente alertaram que a página pode ter dado um tiro no pé, assumindo a montagem que pode ser declarada como crime de ódio contra a figura do presidente.

“Agora está dizendo que a arte é sua, mas na hora que for chamado pra responder pela calúnia, dano à imagem presidencial e outros crimes, vai dizer que era brincadeira. Já vi esse filme”, foi um dos milhares de comentários que a postagem recebeu.



Revolta

Vários internautas disseram ter denunciado e bloqueado a página da revista nas redes sociais após a publicação da reportagem, apontada também como tendenciosa, ao contrário do que prega a ética jornalística.

A #istoelixo está entre os assuntos mais comentados no Twitter nos últimos dias. Um homem chegou a comprar todas os exemplares da revista que havia em uma banca só para queimá-los. Rapidamente o vídeo viralizou, recebendo o apoio de milhares de pessoas.

“Essa mídia nojenta sempre colocando matéria sensacionalista e colocando matéria sem base alguma para vender. O que este homem fez é certo. LIXO, simplesmente LIXO”, comentou um internauta ao repostar o vídeo.

Houve ainda quem questionasse sobre o que ocorreria se a capa fosse uma sátira aos ministros do Supremo Tribunal Federal.

“Absurda a capa da #istoelixo. Um desrespeito ao povo brasileiro. Esta revista tem que ser processada por propagar o ódio. Se fosse contra os integrantes do STF já teriam sidos presos”, comentou um apoiador do presidente.

Jornalismo ou interesses econômicos?


As redes sociais também repercutiram o jantar do ex-ministro Sergio Moro, no dia 29 de setembro, em São Paulo com o governador João Doria (PSDB) e o ex-ministro Luiz Henrique Mandetta.

Segundo o site Metrópoles, o jantar durou cerca de três horas e aconteceu na casa do empresário Caco Alzugary, que é dono da Editora Três, que edita a revista IstoÉ.

O encontro pode ter servido para ajustar detalhes da candidatura de Moro à presidência, tida como certa pelo partido Podemos.

Nas redes sociais, internautas acusaram a IstoÉ de servir como “palanque midiático” e agir por interesses econômicos.